quarta-feira, 2 de novembro de 2022
terça-feira, 8 de junho de 2021
domingo, 21 de março de 2021
sábado, 20 de março de 2021
quinta-feira, 18 de março de 2021
quarta-feira, 17 de março de 2021
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Paralelismo nos livros de sabedoria do Velho Testamento
Paralelismo
nos livros de sabedoria do Velho Testamento
Ritmo, uma das características de muita poesia, geralmente se perde no processo de tradução de um
idioma para outro. Por isso, conseguimos cantar os salmos somente com alguma adaptação métrica.
Mas há uma outra característica de poesia muito evidente em livros como Salmos e Provérbios. Paralelismo
é uma colocação de idéias, normalmente duas, numa estrutura que enfatiza a semelhança ou o contraste
entre elas. Diversos estudiosos identificam vários tipos de paralelismo nesses livros. Entre os exemplos mais
comuns são:
Salmo 15:1 – Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo?
Quem há de morar no teu santo monte?
Salmo 19:2 – Um dia discursa a outro dia,
e uma noite revela conhecimento a outra noite.
Salmo 1:6 – Pois o Senhor conhece o caminho dos justos,
mas o caminho dos ímpios perecerá.
Provérbios 14:28 – Na multidão do povo, está a glória do rei,
mas, na falta de povo, a ruína do príncipe.
Provérbios 14:34 – A justiça exalta as nações,
mas o pecado é o opróbrio dos povos.
parte. Às vezes, repete uma parte da primeira frase e continua com maior desenvolvimento da
mesma idéia.
Salmo 29:1 – Tributai ao Senhor, filhos de Deus,
tributai ao Senhor glória e força.
Salmo 145:18 – Perto está o Senhor de todos os que o invocam,
de todos os que o invocam em verdade.
ensinamento real da outra. Os tradutores, freqüentemente, simplificam a expressão usando palavras
de comparação: “como....assim”.
Provérbios 11:22 – Como jóia de ouro em focinho de porco,
assim é a mulher formosa que não tem discrição.
Provérbios 25:25 – Como água fria para o sedento,
tais são as boas-novas vindas de um país remoto.
nos livros de sabedoria do Velho Testamento
Ritmo, uma das características de muita poesia, geralmente se perde no processo de tradução de um
idioma para outro. Por isso, conseguimos cantar os salmos somente com alguma adaptação métrica.
Mas há uma outra característica de poesia muito evidente em livros como Salmos e Provérbios. Paralelismo
é uma colocação de idéias, normalmente duas, numa estrutura que enfatiza a semelhança ou o contraste
entre elas. Diversos estudiosos identificam vários tipos de paralelismo nesses livros. Entre os exemplos mais
comuns são:
- Paralelismo sinonímico: Repete idéias idênticas ou semelhantes usando palavras diferentes.
Salmo 15:1 – Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo?
Quem há de morar no teu santo monte?
Salmo 19:2 – Um dia discursa a outro dia,
e uma noite revela conhecimento a outra noite.
- Paralelismo antitético: Apresenta um contraste entre idéias ou imagens.
Salmo 1:6 – Pois o Senhor conhece o caminho dos justos,
mas o caminho dos ímpios perecerá.
Provérbios 14:28 – Na multidão do povo, está a glória do rei,
mas, na falta de povo, a ruína do príncipe.
Provérbios 14:34 – A justiça exalta as nações,
mas o pecado é o opróbrio dos povos.
- Paralelismo sintético ou construtivo: A segunda parte completa ou acrescenta à primeira
parte. Às vezes, repete uma parte da primeira frase e continua com maior desenvolvimento da
mesma idéia.
Salmo 29:1 – Tributai ao Senhor, filhos de Deus,
tributai ao Senhor glória e força.
Salmo 145:18 – Perto está o Senhor de todos os que o invocam,
de todos os que o invocam em verdade.
- Paralelismo emblemático ou simbólico: Uma linha serve como ilustração paralela ao
ensinamento real da outra. Os tradutores, freqüentemente, simplificam a expressão usando palavras
de comparação: “como....assim”.
Provérbios 11:22 – Como jóia de ouro em focinho de porco,
assim é a mulher formosa que não tem discrição.
Provérbios 25:25 – Como água fria para o sedento,
tais são as boas-novas vindas de um país remoto.
PRECIOSO ESTUDO DOS SALMOS
Fatos para ajudar no estudo do livro de Salmos
Divisões do livro: O nosso livro de Salmos contém cinco partes ou livros:
Livro I – Salmos 1- 41 Livro IV – Salmos 90 - 106
Livro II – Salmos 42 - 72 Livro V – Salmos 107-150
Livro III – Salmos 73 - 89
Autores dos salmos: Os títulos identificam os autores da maioria dos salmos.
Davi escreveu 38 ou 39 de 41 salmos no Livro I
Davi – 3-9,11-32,34-41 2*
Autor não identificado – 1,10,33 (Alguns atribuem Salmo 10 a Davi, pois parece
uma continuação do 9 em estilo e mensagem. Estes dois
aparecem como um só Salmo na LXX e em algumas
traduções modernas da Bíblia)
Ele escreveu 18 de 31 salmos no Livro II
Davi – 51-65,68-70
Filhos de Corá – 42,44-49
Asafe – 50
Salomão – 72
Autor não identificado – 43,66,67,71 (Salmo 43 é uma continuação do 42, e assim
provavelmente fosse escrito pelos Filhos de Corá, também)
Asafe e os Filhos de Corá, cantores em Jerusalém, escreveram quase todos os salmos no
Livro III
Davi – 86
Asafe – 73-83
Filhos de Corá – 84-85,87-88
Etã, ezraíta – 89
O autor não se identifica na maioria dos salmos no Livro IV:
Davi – 101,103 95*, 96*, 105*, 106*
Moisés – 90
Autor não identificado – 91-94, 97-100, 102,104
Davi escreveu 15 dos salmos no Livro V. A maioria não tem autor identificado:
Davi – 108-110,122,124,131,133,138-145
Salomão – 127
Autor não identificado – 107,111-121,123,125-126, 128-130,132,134-137,146-149
(150 é a doxologia final do livro)
*Obs.: Ao todo, Davi é identificado pelos títulos como autor de 73 dos Salmos. 1 Crônicas
16 contém porções de Salmos 96 e 105 e a doxologia no final do 106, os atribuindo a Davi.
Segundo comentários no Novo Testamento, podemos lhe atribuir mais dois (Atos 4:25 –
Salmo 2; Hebreus 4:7 – Salmo 95). Se acrescentarmos Salmo 10 à lista (veja comentário
acima), teríamos 79 Salmos escritos total ou parcialmente por Davi. Ainda é provável que ele
tenha contribuído com mais alguns, sem se identificar.
Datas dos salmos: Alguns se referem a seu contexto histórico (51,52,54, etc.). Em geral,
abrangem 900 anos, de Moisés (90) até o cativeiro na Babilônia (veja 137:1), e continuando até a
volta do cativeiro (veja 147:2).
Divisões do livro: O nosso livro de Salmos contém cinco partes ou livros:
Livro I – Salmos 1- 41 Livro IV – Salmos 90 - 106
Livro II – Salmos 42 - 72 Livro V – Salmos 107-150
Livro III – Salmos 73 - 89
Autores dos salmos: Os títulos identificam os autores da maioria dos salmos.
Davi escreveu 38 ou 39 de 41 salmos no Livro I
Davi – 3-9,11-32,34-41 2*
Autor não identificado – 1,10,33 (Alguns atribuem Salmo 10 a Davi, pois parece
uma continuação do 9 em estilo e mensagem. Estes dois
aparecem como um só Salmo na LXX e em algumas
traduções modernas da Bíblia)
Ele escreveu 18 de 31 salmos no Livro II
Davi – 51-65,68-70
Filhos de Corá – 42,44-49
Asafe – 50
Salomão – 72
Autor não identificado – 43,66,67,71 (Salmo 43 é uma continuação do 42, e assim
provavelmente fosse escrito pelos Filhos de Corá, também)
Asafe e os Filhos de Corá, cantores em Jerusalém, escreveram quase todos os salmos no
Livro III
Davi – 86
Asafe – 73-83
Filhos de Corá – 84-85,87-88
Etã, ezraíta – 89
O autor não se identifica na maioria dos salmos no Livro IV:
Davi – 101,103 95*, 96*, 105*, 106*
Moisés – 90
Autor não identificado – 91-94, 97-100, 102,104
Davi escreveu 15 dos salmos no Livro V. A maioria não tem autor identificado:
Davi – 108-110,122,124,131,133,138-145
Salomão – 127
Autor não identificado – 107,111-121,123,125-126, 128-130,132,134-137,146-149
(150 é a doxologia final do livro)
*Obs.: Ao todo, Davi é identificado pelos títulos como autor de 73 dos Salmos. 1 Crônicas
16 contém porções de Salmos 96 e 105 e a doxologia no final do 106, os atribuindo a Davi.
Segundo comentários no Novo Testamento, podemos lhe atribuir mais dois (Atos 4:25 –
Salmo 2; Hebreus 4:7 – Salmo 95). Se acrescentarmos Salmo 10 à lista (veja comentário
acima), teríamos 79 Salmos escritos total ou parcialmente por Davi. Ainda é provável que ele
tenha contribuído com mais alguns, sem se identificar.
Datas dos salmos: Alguns se referem a seu contexto histórico (51,52,54, etc.). Em geral,
abrangem 900 anos, de Moisés (90) até o cativeiro na Babilônia (veja 137:1), e continuando até a
volta do cativeiro (veja 147:2).
O mundo o pecado as circunstancias da vida
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O mundo o pecado as circunstancias da vida
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I João 2v15-Não ameis o mundo ,nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do pai não está nele. Quantas pessoas em suas próprias igrejas estão no mundo e na igreja ao mesmo tempo. A bíblia fala que não devemos amar o mundo, e nem as coisas que há no mundo, porque o mundo jaz no maligno. As coisas do mundo são passageiras como podemos ver no versículo 17-e o mundo passa, e a sua concupiscência, mais aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Aquele que procura fazer a vontade de Deus permanece, a palavra de Deus permanece. As coisas do mundo vão ficar aí, e nós iremos para a eternidade, você sabe para onde vai passar a eternidade? Pois o melhor é passar a eternidade com Deus, vivermos para sempre com o Senhor. Faça a melhor escolha. As coisas tendem a piorar, por isso enquanto a tempo temos que pedir perdão a Deus pelos nossos pecados, por muitas das vezes não fazermos a vontade de Deus. As vezes dentro da nossa própria igreja vemos irmãos que falam mau dos outros, falsidade. I João 3v16-Conhecemos a caridade nisto:que ele deu a sua vida por nós ,e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Devemos amar os nossos irmãos,se preocupar se eles estão bem,se preocupar quando eles faltam culto,ou escola dominical,as vezes seu irmão pode estar se sentindo sozinho,dentro da casa de Deus ,ou abandonado.Você já parou para pensar nisso? É importante um abraço amigo, uma boa palavra. Podemos ver o amor se esfriando, grupos feitos dentro da igreja, irmãos que não falam com o outro, grupos de jovens separados, e as vezes chaga uma pessoas nova e se sente excluídas. É triste alguém se sentir assim. As pessoas estão trazendo as coisas do mundo para dentro da igreja. O cristão que tem a vida no altar tem que passar por lutas e provações,aquele que esta bem no mundo, é amigo do mundo, como pode estar em comunhão com Deus? Se eu sou amigo de Deus, tenho que ser inimigo do mal. Temos que saber viver neste mundo, pedir sabedoria a Deus, não é fácil ser um cristão, é preciso vigiar, no nosso dia–dia. Pois não adianta só dizer que é um cristão, e não praticar a Palavra de Deus, e não dar valor ao seu irmão. I João 4v20-se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus que não viu? Isso é uma verdade. Como podemos amar a Deus se não amarmos nossos irmãos? As vezes seu irmão que esta do seu lado quietinho, você não sabe ele tem um grande valor. Aquele irmão simples, quietinho, não devemos julgar os outros só porque o irmãozinho ou (a), é quietinho, simples, temos que lembrar que cada irmão tem o seu jeito de ser, ninguém é igual a você, ninguém pode ser igual você quer que seja. Cada um tem o seu valor. Dentro da igreja vemos muitas das vezes desfiles de moda, irmãos que estão dentro da igreja e fala com outro sobre roupas, sapatos, maquiagem,assuntos que são para ser dito logo após o culto, ou na rua, irmãos que na igreja não agüentam ficar parado, toda hora sai, na hora da pregação, inquieto, são coisas que o cristão precisa ver na sua vida. Na vida temos que aprender muitas coisas, como depender mais de Deus, e fazer a vontade de Deus, porque Deus nos ama. I João 4:4 - Filhinhos, sois de Deus e já tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Se temos Deus conosco não devemos temer as circunstancias da vida. Temos que ter conciencia de que Deus tudo vê, tudo o que fazemos, cada movimento ele vê, se deixamos nosso irmão de lado, se pecamos,se estamos nos dando bem com o mundo. Nos temos que prestar atenção no nosso modo de viver, se estamos fazendo certo ou não, porque as vezes achamos que estamos bem, e não estamos agradando a Deus. O mundo nos observa, o modo de falar, o modo de andar. Nós somos de Deus, o mundo te que ver Deus em nós. Auqle que conhece a Deus nos ouve, como esta escrito no capitulo 4v6-Nós somos de Deus: aquele que conhece Deus ouve-nos: aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conecemos nós o espírito da verdade e o esp´rtito do erro. Se nos damos bem com mundo com certeza alguma coisa errada temos. Quantas pessoas estão com o espírito do erro, muitas pessoas. E elas mesmas sabem que estão erradas,mais persiste no erro,é momento de se arrepender. De se concertar, de perdoar o seu irmão. Versículo18-Na caridade, não há temor antes, a perfeita caridade lança fora o temor: porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em caridade. Não devemos se juntar com um irmão, ou (a) com pena, devemos mesmo se interessar pro nossos irmãos, ir a sua casa, procurar saber se esta tudo bem, marcar para sair, para passear, conversar das coisas de Deus para ele, compartilhar as coisas de Deus, as experiências, as vitórias. Deus nos ama, e Ele quer que todos estejam em harmonia, vejam quantos grupos separados de irmãos há na igreja? Principalmente no meio dos jovens, muitos grupos separados, alguns ficam afastados, outros ficam longe, outros se sentem mesmo sozinhos., excluídos. Das atividades que acontecem entre eles, nos fins de semana. Não só os jovens mais como na igreja toda, existem esse grupo fechado, que não pode entrar mais niguem só eles sempre. O que que é isso? Isso não é coisa de cristão, Deus não haje assim,ele quer que todos sejam um, Ele não quer divisão no meio da igreja. Coisas do mundo, o pecado, divisão, falta de amor ao próximo, falta de perdão, um pé na igreja um pé no mundo, isso ao é coisa de Deus. Acredito que Deus esta vendo essas coisas, Deus não esta longe, Ele vê tudo isso e fica triste de ver sua Igreja assim, vivendo dessa maneira. Não estamos na igeja só para ter bênçãos, estamos lá para servir ao Senhor, não é fácil ser um verdadeiro cristão, mas não é impossível também. Um verdadeiro cristão está sempre se preocupando com o seu irmão, está sempre procurando o seu irmão, está sendo amigo de Deus, inimigos do mal, e nas circunstâncias da vida, eles tem sabedoria como agir com as pessoas do mundo. O mundo nos observa, se saímos da nossa casa para a igreja, eles estão nos olhando, para ver se somos verdadeiros crentes, e as pessoas do mundo quando visitam a nossa igreja, se nenhum irmão vem cumprimentá-lo, ele se sente mal. Até mesmo isso acontece com os cristãos também. Não só com as pessoas de fora, nossa conduta tem que ser diferente, temos que fazer as pessoas se sentirem bem, no nosso meio. A sentirem que Deus está na sua vida, no seu modo de ser, no seu modo de agir. Deus se preocupa com tudo isso, por que todo o que é nascido de Deus vence o mundo: e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.I João 5v4. Nós podemos vencer o mundo, nós podemos viver diferente. Se quisermos, Deus nos ajudara, Deus te ajudará meu irmão(a). Pois se você se arrepender do seu pecado, das coisas que você tem feito, das coisas do mundo, de não amar só seu irmão. Deus te abençoará. Mais se você não se arrepender, continuar no pecado, continuar no mundo e na igreja, Deus não estará com você, que Deus a cada dia te de uma visão nova para sua vida, e que lê te mostre sempre o que você, o que eu, o que todos nós precisamos mudar no nosso viver, no nosso dia-dia. E vós tende a unção de Deus, I João 2-20. Você só precisa é olhar para sua vida, como ela está? Há sempre tempo para mudar, creia que Deus está com você, e que nada é impossível pra Deus, tudo é possível para Deus, é possível você mudar suas atitudes, é possível você ser diferente. Primeiramente quero que os irmãos saibam que essa mensagem primeiro tocou em mim, Deus falou comigo sobre essas coisas. Espero que o Espírito Santo que no seu coração, que o seu coração possa ter espaço para mudança. Que Deus te abençoe e a vitória já é sua, se você crer. |
A VONTADE DO HOMEM
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A
Vontade do Homem
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“Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!” - Jó 14:4 “Que é o homem para que te lembres dele?...” - Salmo 8:4 Tem sido ressaltado com muita freqüência em nossos dias que “a vontade do homem é o fator determinante para sua salvação”. Por vezes temos ouvido dizer, tendo sido um destes “auto-falantes” outrora, que o homem tem em suas mãos o poder de salvar-se, decidindo crer, ou perder-se, por se negar a crer. Mudamos do “aceitar a Jesus” para o “aceitar a morte”. É verdade, houve certo progresso doutrinário onde se incluiu a nossa bendita morte no corpo de Cristo, morte esta para o pecado, conforme afirma a Palavra de Deus. Mesmo assim, quem tem estado com o poder decisório nas mãos? Segundo a expressão citada, o homem seria o soberano com o cetro na mão, e Deus estaria ao longe, cabisbaixo, esperando na misericórdia do homem que poderia ou não se manifestar “deixando” Deus salvá-lo. Salvação esta que ele naturalmente não quer, mas que acabaria permitindo para não decepcionar o pobre e bem intencionado Cristo crucificado. É como li dum livro de teologia: “... é o homem que elege (escolhe) a Deus como seu Deus... está exclusivamente nas mãos do homem o salvar-se ou perder-se...”. Nestas palavras ouvimos o eco vindo lá do jardim do Édem: “... como Deus serás...” (Gn. 3:5); eco das palavras do diabo, e não poucos as têm acolhido em seus malignos corações e vivem “adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém!” (Rm. 1:25). Mais uma vez a história se repete e renasce o renascimento, que não é o lá do alto. O de outrora trazia como órgão oficial o ateísmo e o homem como o centro, em torno do qual tudo girava. É como se tudo tivesse sido criado pelo homem e para o homem; logo, teríamos que dizer juntos: glória, pois ao homem, eternamente! O de hoje difere no fato de ressuscitar a religiosidade prosélita, que até então era transferida para a ciência. Apesar das mudanças na casca mantém ainda o mesmo princípio: o homem como o senhor. Será que já saíram da idade das trevas? Apesar de toda esta distorção natural produzida pelo pecado, não podemos deixar de “proclamar de cima dos telhados”: “Uma vez falou Deus, duas eu ouvi, que o poder pertence a Deus” - Salmo 62:11 “... porém Deus com a sua destra o exaltou...” - Atos 5:31 “... a Jesus Cnisto o Soberano dos reis da terra...” - Apocalipse 1:5 “... Jesus Cristo, nosso Senhor, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém.” -Judas 25:3 “... muito acima de todo principado e potestade, e poder, e domínio, e de todo o nome que se possa referir não só no presente, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo de seus pés...” - Efésios 1:21,22 Voltemos os nossos olhos para a Palavra a fim de vermos, se Deus quiser, o que diz o Senhor sobre quem é o homem, e qual é a sua vontade. “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era continuamente mau todo o desígnio do seu coração” - Gênesis 6:5 “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem do mal tesouro do seu coração tira o mal” - Lucas 6:45 “... todo aquele que olhar para uma mulher com intenção impura no seu coração já adulterou com ela” - Mateus 5:28 “... pois é do interior do coração do homem que procedem os maus desígnios (*), as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo (*), a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez” - Mateus 7:21,22 “Há no coração a voz da transgressão...” - Salmo 53:1 “Tu amas antes Q mal Q g Q e o mentir do que o falar a verdade” - Salmo 52:3 “O julgamento é este que a luz veio ao mundo, mas os homens amaram trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” - João 3:19 “ Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, há só feridas, contusões e chagas podres; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo” - Isaias 1:6 “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos do coração do vosso pai...” - João 8:44 “... livrando-se eles dos laços do Diabo, tendo sido feito cativos por ele, para cumprirem a sua vontade” - II Tim. 2:26 Compreendemos, pela Palavra de Deus, que os pensamentos, os desejos, a intenção ou a vontade do homem procedem do interior do seu coração, pois “se um homem olhar para uma mulher com intenção impura no seu coração, já adulterou com ela” (Mt.5:28). Apesar da exortação divina continuam andando “na vaidade de seus próprios pensamentos obscurecidos no entendimento, alheios à vida de Deus, por causa da ignorância em que vivem, pela dureza de seus corações” (Ef. 1:17,18). “Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos; porém andaram em seus próprios conselhos, no propósito (vontade) de seu coração maligno” - Jr.7:24 “Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?” - Tiago. 3:11 O que o homem tem feito no decorrer de sua nebulosa carreira é lançar “de si lama e lodo” (ls. 57:20), pois “colhem- se, porventura, uva de espinheiro ou figos de abrolhos?” (Mt.7:16). Esse coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9) produz “continuamente” pecado, estando por vezes travestido de santidade. “Tais cousas, com efeito, tem aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético: todavia não tem valor algum contra a sensualidade” (Cl. 2:23). Tem sido um esforço inútil procurar boa vontade no homem; não se conseguirá isto, nem mesmo entrando para a legião (a da “boa” ou a estrangeira). Lembre-se que a semente que está no homem é “só má continuamente”, “desde a planta do pé até a cabeça”.... “Raça de víboras, como podeis dizer coisas boas sendo maus?...”. Não significa isto que o homem é irrecuperável? Que a sua podridão é tamanha que Deus não teve outro modo senão aniquilá-lo por meio da morte com Cristo para fazer um novo homem? Se você tem alguma dúvida pergunte (não a si mesmo) mas à Palavra: - Quanto da velha criação e do velho homem Deus deixou ficar? - Quanto Ele fez novo? - Quantos impuros (ou quanta impureza) entrarão na nova Jerusalém? - Não é fato que se houvesse alguma coisa boa no homem Deus seria o primeiro a querer preservá-la? Nós não temos sequer idéia do que significa ser “desesperadamente corrupto” (Jr. 17:9)! Mas, dirão alguns, o homem não tem que querer a salvação? O Senhor Jesus na parábola da grande ceia diz: “Certo homem deu uma grande ceia e convidou a muitos, à hora da ceia mandou o seu servo avisar aos convidados: Vinde porque tudo já está preparado... Não obstante todos a uma começaram a escusar-se... Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e trazei (força-os) aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos” - Lucas 14:16-22 Qual é o real estado da raça humana, diante de Deus? Estão “mortos nos delitos e pecados” (Ef. 2:1) porque “o pecado faz separação entre vós e o vosso Deus...” (ls.59:2). Além de “mortos nos delitos e pecados”, diz a Palavra que a cada dia se corrompem, apodrecem como vai apodrecendo um cadáver com o passar dos dias, é o “...velho homem que se corrompe pelas concupiscências do engano” (Ef.4:22). Alguns, é bem verdade, não fedem porque estão embebidos do formol da religião, mas apesar disto não deixam de estar mortos. Andam “fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef.2:3). São “inimigos de Deus por causa das obras malignas” ( ). “Pode acaso o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal.” (Jr.13:23). A perversão do homem é tal que “ainda que pises o insensato com a mão de gral entre os grãos pilados, não se vai dele a sua estultícia” (Pv. 27:22). “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniqüidade, e não atenta para a majestade do Senhor” (Isaias 26:10). Acham que não têm do que se arrepender porque se crêem limpos: “Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não tenho culpa. Eis que ele acha ocasiões, e me considera como seu inimigo” (Jó 33:9,10). Defende-se o autólatra Jó dizendo ser Deus injusto, ‘crica’, e porque não dizer, pecador, pois segundo a própria Palavra não se deve entrar em contenda com aquele que não te causou nenhum mal (Prov. 3:30). Mas os planos de Deus “não podem ser frustrados” (Jó 42:2) e chegou “o tempo determinado pelo Pai” (Gl. 4:2) em que lhe raiou no coração a alva (2 Pe. 1:19). Então descobriu ele que sua religião e seu conhecimento de Deus era “. . .só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem, por isso in abomino rn arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5,6). Veio a revelação da santidade de Deus e produziu nele nojo de si mesmo e não apenas remorso pelos seus pecados. “Então vos lembrareis dos vossos pecados e tereis de vós mesmos (Ez. 36:31). Saiba que, com a sua imundícia natural nunca poderá comparecer perante o Senhor. Você precisa da “lavagem da regeneração e renovação pela palavra” (Tito 3:5), do “sangue do seu filho que nos purifica de todo pecado” (1 Jo. 1:8). Sua “bondade” interesseira e hipócrita tem seguido as ordens do seu coração perverso, pois “há no coração do ímpio a voz da transgressão” (Sl. 53:1), “porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne... porque o pendor da carne dá para a morte” (Rm. 8:5,6). Se Deus não te arrancar de ti mesmo estás caminhando para o “lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Ap.21:8). “Ponha a sua boca no pó, talvez ainda haja esperança” - Lamentações 3:29 “Aborrecei o mal e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, se compadeça do restante de José” - Amós 5:15 “Paulo respondeu: Assim Deus permitisse, que por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que me ouvem se tornassem tais quais eu sou, exceto nestas cadeias” - Atos 26:29 Em vista disto teu clamor deve ser: “. .. converte-me, e serei convertido; porque tu és o Senhor meu Deus. Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui instruído, bati no peito: fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio da minha mocidade” - Jeremias 31:18,19 Lembra-te que a cura é para os enfermos, a misericórdia é para os miseráveis e por mais que se esforce não conseguirá se tornar limpo diante de Deus, pois “quem do imundo tirará o puro? Ninguém!. “Não te admires de eu te dizer: Necessário vos é nascer de novo!” (João 3:7). |
domingo, 14 de fevereiro de 2016
O QUE É O HOMEM?
2a.
Parte
John
Wesley
'Que é o homem mortal para que te
lembres dele?
E o filho do homem, para que o
visites?' (Salmos
8:4)
1. Mais
do que isto, o que sou eu? Com a ajuda de Deus, eu irei considerar a mim mesmo.
Aqui está uma máquina curiosa, 'terrivelmente e maravilhosamente feita'.
É uma pequena porção de terra; das partículas da qual aderem, e não sei como,
estendidas em incontáveis fibras, milhares de vezes mais finas do que os fios
de cabelo. Essas cruzam umas às outras, em todas as direções, e são
espantosamente forjadas em membranas; que, por sua vez, são forjadas em
artérias, veias, nervos, e glândulas; as quais contêm vários fluídos,
circulando, constantemente, através de toda máquina.
2. Para
a finalidade desta circulação, uma quantidade considerável de ar é necessária.
E isto continuamente, através de um mecanismo adequado para este mesmo
propósito. Mas como uma partícula de fogo etéreo é ligada a toda partícula de
ar (e uma partícula de água também), assim, tanto o ar, quanto água e fogo são
recebidos, juntos, nos pulmões, onde o fogo é separado do ar e água, que são
continuamente expelidos; enquanto o fogo, extraído de ambos, é recebido em seu
interior e misturado com o sangue. Assim, o corpo humano é composto de todos os
quatro elementos, devidamente proporcionados, e misturados; o último do qual
constitui a chama vital, de onde flui o calor humano.
3. Deixe-me considerar isto um pouco
mais além... Não é a função primária dos pulmões administrar o fogo para o
corpo, o qual é continuamente extraído do ar, através daquela curiosa lareira?
Por inspiração, toma-se o ar, água e fogo, juntos. Em suas numerosas células
(comumente chamadas de vasos aéreos) separa-se o fogo do ar e água. Este,
então, mistura-se com o sangue; uma vez que todo vaso aéreo tem um vaso
sanguíneo unidos a ele: E, tão logo o fogo é extraído, o ar e água são
expelidos pela expiração.
4.
Sem esta fonte de vida; este fogo vital, não poderia haver circulação do
sangue; conseqüentemente, nenhum movimento de quaisquer dos fluídos, -- dos
fluídos nervosos, em específico, (se não for, mais precisamente, como é
altamente provável, que seja deste mesmo fogo que estamos falando a respeito).
Portanto, não haveria qualquer sensação, nem qualquer movimento muscular. Eu digo
que não haveria circulação, porque a causa usualmente afirmada para isto, ou
seja, a força do coração, é completamente inadequada para o efeito suposto.
Ninguém supõe que a força do coração, em um homem forte, seja equivalente ao
peso de três mil libras. Considerando que ele requer a força igual ao peso de
cem mil livras, para propelir o sangue do coração, através de todas as
artérias. Isto pode apenas ser levado a efeito, através do fogo etéreo contido
no próprio sangue, assistido pela força elástica das artérias, em que ele
circula.
5. Mas,
além desta estranha composição dos quatro elementos, -- terra, água, ar e
fogo, -- eu encontro alguma coisa em mim de uma natureza completamente
diferente; nada semelhante a algum desses. Eu encontrei alguma coisa em mim que
pensa; que nem a terra, água, ar e fogo; nem alguma mistura deles, pode
possivelmente fazer: Tendo percebido objetos, através de alguns desses
sentidos, ela forma idéias interiores deles. Ela julga, concernente a eles; ela
vê, se eles concordam ou discordam uns com os outros. Ela raciocina concernente
a eles: ou seja, infere uma proposição de outra. Ela reflete sobre suas
próprias operações; ela é investida de imaginação e memória; e alguma de suas
operações, julgamento, em específico, pode ser subdividido em outras.
6. Mas,
por quais meios eu poderei aprender em que parte de meu corpo este princípio
pensante está situado? Alguns homens eminentes afirmaram que ele é 'tudo em
tudo, e está em todas as partes'. Mas, eu não consegui saber nada disto:
Estas parecem ser palavras que não têm um significado determinado. Vamos,
então, apelar, da melhor maneira que pudermos, para nossa própria experiência.
Desta eu aprendi que este princípio pensante não está situado em minhas mãos,
pés, pernas ou braços. Não está situado no tronco de meu corpo. Qualquer um
pode se assegurar disto, através de uma pequena reflexão. Eu não posso conceber
que ele esteja situado em meus ossos, ou em alguma parte de minha carne. Assim
sendo, tanto quanto eu posso julgar, parece que ele está situado em alguma
parte de minha cabeça; mas se na glândula pineal, ou em qualquer outra parte do
cérebro, eu não sou capaz de determinar.
7. Mas,
mais além: Este princípio interior, onde quer que este situado, ele é capaz,
não apenas de pensar, mas igualmente de mar, odiar, sentir alegria, tristeza,
desejo, medo, esperança, e ai por diante, e toda uma série de outras emoções
interiores, que são comumente chamadas de paixões ou afeições. Elas são
denominadas, por um entendimento geral, de vontade: e são misturas e
diversificadas em milhares de maneiras; parecendo ser a única fonte de ação
naquele princípio interior que eu chamo de alma.
8.
Mas o que é minha alma? Esta é uma questão importante e não é fácil de ser
respondida.
Ouve tu submisso, mas de um
nascimento humilde,
A algumas partículas separadas da
mais fina terra?
Um efeito claro de que a natureza
tem de procriar,
quando o movimento ordena, e
quando os átomos se encontram?
Eu
não posso de maneira alguma acreditar nisto. Minha razão recua diante disto. Eu
não posso ficar satisfeito com o pensamento de que a alma é tanto terra, água,
ou fogo; ou uma composição de todos eles juntos, fosse apenas por esta razão
simples: -- Todos esses, quer separados, ou compostos, de alguma maneira possível,
são puramente passivos ainda. Nenhum deles tem o menor poder de automovimento;
nenhum deles pode mover-se por si mesmo. 'Mas', diz alguém, 'aquela
embarcação não se move?'. Sim; mas não por si mesma; ela é movida pela água
na qual ela flutua. 'Mas, então, a água se move'. Verdade; mas a água é
movida pelo vento, a corrente de ar. 'Mas o ar se move'. Ele é movido
pelo fogo etéreo, que está unido a cada partícula dele; e este mesmo fogo é
movido, através do Espírito Todo Poderoso, a fonte de todo movimento no
universo. Assim sendo, minha alma tem Dele, um princípio de movimento interior,
por meio do qual, ela governa com prazer todas as partes do corpo.
9. Ela
governa cada movimento do corpo, apenas com esta exceção, e que é um
maravilhoso exemplo da sábia e graciosa providência do grande Criador: Existem
alguns movimentos do corpo que são absolutamente necessários para a
continuidade da vida; tais como dilatação e contração dos pulmões; a sístole e
diástole do coração; a pulsação das artérias; e a circulação do sangue. Esses
não são governados, por mim, como me aprouver: eles não esperam a direção de
minha vontade. E é bom que não façam isto. É altamente apropriado que todos os
movimentos vitais possam ser involuntários; seguindo em frente, quer aludamos a
eles ou não. Fosse de outra forma, inconveniências graves poderiam se seguir.
Um homem poderia colocar um fim em sua própria vida, quando for que lhe
agradasse, interrompendo o movimento de seu coração, ou de seus pulmões; ou ele
poderia perder sua vida, por mera desatenção, -- por não se lembrar, e não
estar atento à circulação do sangue. Mas, com exceção desses movimentos vitais,
eu dirijo o movimento de todo meu corpo.
Embora eu não compreenda como eu faça isto, tanto quanto eu não posso
compreender como 'TRÊS que testemunham nos céus são UM'.
10. Mas
o que eu sou? Indiscutivelmente, eu sou alguma coisa distinta de meu corpo.
Parece evidente que meu corpo não está necessariamente incluído nela. Porque quando meu corpo morre, eu não devo
morrer: eu devo existir tão real quanto anteriormente. E eu não posso deixar de
acreditar que este automovimento, princípio pensante - com todas as suas
paixões e afeições, irá continuar a existir, embora o corpo esteja emoldurado
dentro do pó. Na verdade, no momento, este corpo está tão intimamente ligado
com a alma, que eu pareço consistir de ambos. Em meu presente estado de
existência, eu indubitavelmente consisto de alma e corpo. E assim, eu devo
novamente, depois da ressurreição, para toda a eternidade.
11. Eu
estou consciente de uma mais propriedade, comumente chamada de liberdade. Ela é
muito freqüentemente confundida com a vontade; mas é de uma natureza muito
diferente. Nem se trata de uma propriedade da vontade, mas uma propriedade
distinta da alma; capaz de ser manifestada com respeito a todas as faculdades
da alma, assim como todos os movimentos do corpo. É um poder de
autodeterminação, que, embora ele não se estenda a todos os nossos pensamentos
e imaginações, ainda assim, se estende às nossas palavras e ações em geral, e
não com muitas exceções. Eu estou completamente certo disto, de que eu sou
livre, com respeito a esses, para falar ou não falar; para agir ou não agir;
fazer isto ou ao contrário, quanto estou de minha própria existência. Eu não
tenho apenas o que é denominado de 'liberdade de contradição', -- o
poder de fazer ou não fazer, mas o que é denominado de 'poder da
contrariedade', -- um poder de agir de uma maneira, ou de maneira
contrária. Negar isto seria negar a experiência constante de toda espécie
humana. Cada um sente que ele tem um poder inerente de mover esta ou aquela
parte de seu corpo; de mover isto ou não; de mover deste modo ou ao contrário,
como lhe aprouver.
Eu
posso, quando eu escolho (e assim pode cada um que é nascido da mulher) abrir
ou fechar meus olhos, falar; ou ficar em silêncio; levantar-me ou me sentar;
esticar minha mão, ou recolhê-la; e usar de algum de meus membros, como me
agradar, assim como todo meu corpo. E embora eu não tenha poder absoluto sobre
minha própria mente, por causa da corrupção de minha natureza; ainda assim,
através da graça de Deus me assistindo, eu tenho o poder de escolher e fazer o
bem, tanto quanto o mal. Eu sou livre para escolher a quem servir; e se eu
escolho a melhor parte, para continuar nela, até mesmo na morte.
Mas diga-me, trêmula criatura, o
que é morte?
O sangue apenas que pára; e a
respiração interrompida?
O mais extremo limite de um
estreito palmo?
E até mesmo do movimento, que com
a vida se inicia?
12. A morte é propriamente a separação
da alma do corpo. Disto nós estamos certos. Mas nós não estamos certos (pelo
menos em muitos casos) do momento em que esta separação é feita. É quando a
respiração cessa? De acordo com uma máxima bem conhecida, 'quando não existe
respiração, não existe vida'. Mas nós não podemos absolutamente afirmar tal
coisa: porque muitos exemplos têm sido trazidos, daqueles cuja respiração
esteve totalmente perdida, e, ainda assim, suas vidas foram recuperadas. É
quando o coração não mais bate, ou quando a circulação do sangue cessa? Não
exatamente. Porque o coração pode bater novamente; e a circulação do sangue,
depois de estar completamente interrompida, começar de novo. Então, a alma é
separada do corpo, quando todo o corpo está rijo e frio, como um pedaço de gelo?
Mas recentemente existem muitos exemplos de pessoas que estavam assim geladas e
rijas, e não tinham sintomas de vida remanescente, que, não obstante, com uma
aplicação apropriada, recobraram a vida e a saúde. Portanto, nós não podemos
mais dizer que a morte é a separação da alma do corpo; mas em muitos casos,
apenas Deus pode dizer o momento daquela separação.
13. Mas
o que nós estamos preocupados em saber, e profundamente preocupados em
considerar é a finalidade da vida. Mas para que finalidade a vida é concedida a
meus filhos? Por que fomos enviados para este mundo? Para uma única finalidade,
e nenhuma outra: para que nos preparemos para a eternidade. Para isto tão
somente, nós vivemos. Para isto, e nenhum outro propósito, nossa vida nos foi
dada ou tem continuidade. Agradou ao Todo sábio Deus, na época em que Ele viu
que era bom, levantar-se na grandiosidade de sua força, e criar os céus e
terra, e todas as coisas que neles existem. Tendo preparado todas as coisas
para ele, Ele 'criou o homem à sua própria imagem, segundo sua própria
semelhança'. E qual foi a finalidade de sua criação? Apenas uma, e nenhuma
outra, -- para que ele soubesse e amasse, e se regozijasse, e servisse ao seu
grande Criador para toda eternidade.
14.
Mas 'o homem, estando em honra, não continuou', mas tornou-se inferior,
até mesmo, às bestas que perecem. Ele decididamente e abertamente rebelou-se
contra Deus, e atirou fora sua submissão à Majestade dos céus. Por este meio,
ele instantaneamente perdeu tanto o favor de Deus, quanto a imagem de Deus em
que ele foi criado. Quando ele foi, então, incapaz de obter felicidade através
da antiga aliança, Deus estabeleceu uma nova aliança com o homem; os termos da
qual não foi 'faça isto e viva', mas, 'creia e você será salvo'. Mas,
ainda assim, a finalidade do homem é uma só e a mesma; apenas ela se situa em
um outro fundamento. Porque o teor claro dela é: 'Creia no Senhor Jesus
Cristo, aquele a quem Deus enviou para ser a reparação para seus pecados, e
você será salvo'; primeiro, da culpa do pecado, tendo a redenção, através
do seu sangue; então, do poder do pecado, que não mais domina sobre você; e
então, da raiz do pecado, para a imagem total de Deus. E sendo restaurado,
ambos para o favor e imagem de Deus, você deverá conhecer, amar e servir a Ele
para toda a eternidade. De modo que a finalidade de sua vida; a vida de todo
aquele nascido no mundo é conhecer, amar, e servir ao seu grande Criador.
15.
Observe que, como assim é a finalidade, então esta é toda e a única finalidade
para a qual todo homem sobre a face da terra, ou cada um de nós, foi trazido
para o mundo, e dotado de uma alma vivente. Lembre-se! Nós não nascemos para
coisa alguma mais. Nós não vivemos para coisa alguma mais. Sua vida e a minha
continuam na terra, para nenhum outro propósito que este, para que possamos
conhecer, amar e servir a Deus na terra, e nos regozijarmos nele para toda a
eternidade. Considere! Nós não fomos criados para satisfazermos os nossos
sentidos, para gratificarmos a nossa imaginação, para ganharmos dinheiro, ou
louvarmos a homens; para buscarmos felicidade em algum bem criado, em alguma
coisa debaixo do sol. Tudo isto é 'caminhar em sombra vã'; é conduzir
uma vida impaciente e miserável, com o objetivo de uma eternidade miserável. Ao
contrário, fomos criados para isto, para nenhum outro propósito; para buscarmos
e encontramos felicidade em Deus na terra; para afirmarmos a glória de Deus no
céu. Portanto, que nossos corações digam continuamente: 'Está é a única
coisa a ser feita', -- ter uma coisa em mente, nos lembramos do porquê nós
nascemos, e do porquê continuamos a viver, -- 'para atingirmos a marca'.
Eu objetivo uma única finalidade para minha existência, Deus; 'Deus em
Cristo reconciliando o mundo para si mesmo'. Ele deverá ser meu Deus para
sempre e sempre, e meu guia, até mesmo na morte!
Bradford,
02 de Maio de 1788.
John
Wesley tinha 85 anos; três anos antes de falecer
[Editado por George Lyons para a Wesley Center for
Applied Theology.]
João cp 14 vs 1---31
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.
Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;
Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.João 14:1-31
sábado, 28 de março de 2015
A Igreja Apostólica e as perseguições
A Igreja Apostólica e as perseguições
A primeira perseguição contra a Igreja deu-se no
ano 67 d.C, sob o domínio de Nero, o sexto imperador de Roma. Durante os cinco
primeiros anos de seu reinado, o monarca agiu de forma tolerante. Depois,
porém, deu vazão às mais atrozes barbaridades. Entre outros caprichos
diabólicos, ordenou que a cidade de Roma fosse incendiada — ordem cumprida por
seus oficiais, guardas e servos. Enquanto a cidade imperial ardia em chamas,
subiu à torre de Mecenas a fim de tocar lira e entoar o cântico do incêndio de
Tróia. Fez questão de declarar abertamente que “desejava a ruína de todas as
coisas antes de sua morte”. Além do grande edifício do Circo, muitos palácios e
casas foram destruídos. Milhares de pessoas pereceram nas chamas; outro tanto
foi sufocado pela fumaça ou sepultado sob as ruínas.
Quando Nero percebeu que sua conduta era
intensamente censurada, e que ele se tornara objeto de profundo ódio, decidiu
culpar os cristãos pelo incêndio voraz. Assim, além de livrar-se, aproveitou
para regalar-se com novas crueldades.
A Segunda Perseguição sob Domiciano, em 81 d.C.
O imperador Domiciano, por natureza inclinado à crueldade, matou primeiro seu irmão, suscitando logo a segunda perseguição aos cristãos. Em sua fúria, matou alguns senadores romanos; uns, por desconfiança, e outros, para confiscar-lhes os bens. De imediato, ordenou a execução de todos os pertencentes à linhagem de Davi.
O imperador Domiciano, por natureza inclinado à crueldade, matou primeiro seu irmão, suscitando logo a segunda perseguição aos cristãos. Em sua fúria, matou alguns senadores romanos; uns, por desconfiança, e outros, para confiscar-lhes os bens. De imediato, ordenou a execução de todos os pertencentes à linhagem de Davi.
Entre os numerosos mártires dessa perseguição,
nomeiam-se Simeão, bispo de Jerusalém, e o evangelista João, lançado em óleo
fervente, o qual nenhum mal lhe fez e, a seguir, foi exilado na ilha de Patmos.
Flávia, filha de um senador romano, foi quem ditou a seguinte lei: “Que nenhum
cristão, uma vez trazido ao tribunal, fique isento de castigo, sem que renuncie
a sua religião”.
A Terceira Perseguição sob Trajano, em 108 d.C.
Na terceira perseguição, Plínio, o Jovem, homem erudito e famoso, vendo a lamentável matança de cristãos, foi movido pela compaixão e escreveu a Trajano, comunicando-lhe que milhares de pessoas eram mortas diariamente sem que nada houvessem feito às leis romanas; não mereciam, portanto, aquela perseguição. “Tudo o que eles contam acerca de seu crime ou erro (ou como tenha que se chamar) somente consiste nisto: que costumam reunir-se em determinados dias, antes do amanhecer, e repetir juntos uma oração que honra a Cristo como Deus, além de se comprometerem a não cometer maldade alguma, não furtar, roubar ou adulterar; nunca mentir, e jamais defraudar alguém. Feito isto, costumam separar-se e voltar a reunir-se depois para uma inocente refeição em comum”.
Na terceira perseguição, Plínio, o Jovem, homem erudito e famoso, vendo a lamentável matança de cristãos, foi movido pela compaixão e escreveu a Trajano, comunicando-lhe que milhares de pessoas eram mortas diariamente sem que nada houvessem feito às leis romanas; não mereciam, portanto, aquela perseguição. “Tudo o que eles contam acerca de seu crime ou erro (ou como tenha que se chamar) somente consiste nisto: que costumam reunir-se em determinados dias, antes do amanhecer, e repetir juntos uma oração que honra a Cristo como Deus, além de se comprometerem a não cometer maldade alguma, não furtar, roubar ou adulterar; nunca mentir, e jamais defraudar alguém. Feito isto, costumam separar-se e voltar a reunir-se depois para uma inocente refeição em comum”.
Nessa perseguição sofreu o bem-aventurado Inácio,
muito considerado por todos os cristãos. Ele havia sido designado ao bispado de
Antioquia, em sucessão a Pedro. Contam alguns que, ao ser enviado da Síria a
Roma, porque professava a Cristo, foi entregue às feras para ser devorado.
Também dizem que quando passou pela Ásia (atual Turquia), debaixo do mais
apurado cuidado de seus guardiões, fortaleceu e confirmou as igrejas em todas
as cidades por onde passava, tanto com suas exortações como pela pregação da
Palavra. Assim, ao chegar a Esmirna, escreveu aos cristãos de Roma a fim de
exortá-los a não empregarem meio algum para libertá-lo de seu martírio; que não
o
A Quarta Perseguição sob Marco Aurélio, em 162 d.C.
No ano 161 de nosso Senhor, Marco Aurélio assumiu o
trono. Embora elogiável no estudo da filosofia e em sua atividade de governo,
era um homem de natureza rígida e severa; foi duro e feroz contra os cristãos,
e desencadeou a quarta perseguição.
As crueldades executadas nesta perseguição foram de
tal calibre que muitos dos espectadores estremeciam de horror ao vê-las, e
ficavam atónitos diante da coragem dos que as sofriam. Alguns dos mártires eram
obrigados a passar, com os pés já feridos, sobre espinhos, cravos, conchas
afiadas, etc. Outros eram açoitados até que seus tendões e veias ficassem
expostos, e, depois de haverem sofrido os mais atrozes tormentos já inventados,
eram mortos das maneiras mais terríveis.
A Quinta Perseguição sob Severo, em 192 d.C.
Severo, recuperado de uma grave enfermidade após
haver recebido cuidados de um cristão, chegou a ser um grande benfeitor dos
cristãos em geral. Ao prevalecer, porém, os preconceitos e a fúria da multidão
ignorante, foram postas em ação leis obsoletas em relação aos adeptos do
cristianismo. O avanço do movimento alarmava os pagãos e reavivava o velho
hábito de se culpar os cristãos pelas desgraças acidentais que sobrevinham.
Esta perseguição desencadeou-se em 192 d.C.
A Sexta Perseguição sob Maino, em 235 d.C.
Em 235 d.C, começou, sob o comando de Maximino, uma nova perseguição. O governador de Capadócia, Seremiano, fez todo o possível para exterminar os cristãos daquela província.
Em 235 d.C, começou, sob o comando de Maximino, uma nova perseguição. O governador de Capadócia, Seremiano, fez todo o possível para exterminar os cristãos daquela província.
A Sétima Perseguição sob Décio, em 249 d.C.
Esta foi ocasionada, em parte, pelo aborrecimento que Décio tinha para com seu antecessor, Felipe, considerado cristão, e também por seu ciúme diante do assombroso avanço do cristianismo. O que ocorria era que os templos pagãos começavam a ser abandonados e as igrejas cristãs tornavam-se repletas.
Esta foi ocasionada, em parte, pelo aborrecimento que Décio tinha para com seu antecessor, Felipe, considerado cristão, e também por seu ciúme diante do assombroso avanço do cristianismo. O que ocorria era que os templos pagãos começavam a ser abandonados e as igrejas cristãs tornavam-se repletas.
Estas razões estimularam Décio a tentar a
extirpação do nome “cristão”. E, desafortunadamente para o Evangelho, vários
erros ocorreram, nesse tempo, dentro da Igreja. Os cristãos achavam-se
divididos entre si; os interesses próprios separavam aqueles a quem o amor
deveria manter unidos; a virulência do orgulho deu ocasião a uma série de
facções.
.
A Oitava Perseguição sob Valeriano, em 257 d.C.
A oitava perseguição veio sob o comando de Valeriano, em abril de 257 d.C, e continuou por três anos e dez meses. Foram inumeráveis os mártires dessa perseguição; suas torturas e mortes eram variadas e penosas. Citamos a seguir os mais ilustres nomes dentre eles, embora não se tenha respeitado classe, sexo ou idade.
A oitava perseguição veio sob o comando de Valeriano, em abril de 257 d.C, e continuou por três anos e dez meses. Foram inumeráveis os mártires dessa perseguição; suas torturas e mortes eram variadas e penosas. Citamos a seguir os mais ilustres nomes dentre eles, embora não se tenha respeitado classe, sexo ou idade.
fina e opulenta. Os pretendentes eram ambos
cristãos, mas ao levantar-se a perseguição, renunciaram a fé para salvar suas
fortunas. Esforçaram-se muito, então, na tentativa de persuadir as damas a
fazerem o mesmo. Frustrados em seus propósitos, tornaram-se tão
A Nona Perseguição sob Aureliano, em 274 d.C.
Eis os dois mártires desta perseguição:
Eis os dois mártires desta perseguição:
Félix, bispo de Roma, que assumiu o cargo em 274
d.C, foi a primeira vítima da petulância de Aureliano, ao ser decapitado no dia
vinte e dois de dezembro do mesmo ano.
Agapito, um jovem cavalheiro que vendera suas
possessões e dera o dinheiro aos pobres, foi preso como cristão, torturado, e
logo decapitado em Praeneste, cidade que dista um dia de viagem de Roma.
Foram eles os únicos mártires registrados durante
este reinado, que tão cedo viu o seu fim, quando foi o imperador assassinado em
Bizâncio por seus próprios criados.
A Décima Perseguição sob Diocleciano, em 303 d.C.
Sob os imperadores romanos, a chamada Era dos Mártires foi ocasionada, em parte, pelo aumento do número de cristãos e por suas crescentes riquezas, que suscitaram o ódio de Qalerio, filho adotivo de Diocleciano. Some-se a isto o estímulo de sua mãe, uma fanática pagã, que praticamente empurrou o imperador a iniciar esta perseguição.
Sob os imperadores romanos, a chamada Era dos Mártires foi ocasionada, em parte, pelo aumento do número de cristãos e por suas crescentes riquezas, que suscitaram o ódio de Qalerio, filho adotivo de Diocleciano. Some-se a isto o estímulo de sua mãe, uma fanática pagã, que praticamente empurrou o imperador a iniciar esta perseguição.
O dia fatal, assinalado para o início da sangrenta
obra, era vinte e três de fevereiro de 303 d.C., data em que se celebraria a
Terminalia, e que, como se jactavam os cruéis pagãos, poria fim ao
cristianismo. Mo dia marcado, iniciou-se a perseguição em Nicomédia. Pela
manhã, o prefeito da cidade chegou à igreja dos cristãos com um grande número
de oficiais e, após arrebentarem as portas, tomaram todos os livros
quarta-feira, 25 de março de 2015
A credibilidade da Bíblia
INTRODUÇÃO
CÂNON
1. O
significado da palavra cânon
1a. Cânon
- Datas e períodos
1b. Cânon
- Sua inspiração
1c. Cânon
- Sua descoberta
1d.
Princípios que formaram o cânon (em sumo)
1e. Os
princípios da descoberta da canonicidade
1.f Teste
para a inclusão de um livro do cânon
O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO
1. Data do
conhecimento e fixação do cânon do Novo Testamento
1a. A
necessidade da mensagem escrita do Novo Testamento
1b. Um
livro no cânon do Novo Testamento
1c. Os
livros canônicos do Novo Testamento
1.d Os
apócrifos do Novo Testamento 32200-205
1e. Os
livros apócrifos foram ou nâo inspirado?
1f.
Alusões implícitos aos apócrifos
O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO
SEU DESENVOLVIMENTO
A CREDIBILIDADE DA BÍBLIA
A FIDEDIGNIDADE E CONFIABILIDADE DAS
ESCRITURAS
1.A
confirmação do texto hitórico
1a. O
teste bibliografico da credibilidade do Novo Testamento
1b.
Evidêcias dos manuscritos acerca do Novo Testamento
1c.O Novo
Testamento em comparação com outras obras da antiguidade
1d.
Cronologia de importantes manuscritos do Novo Testamento
1f. A
credibilidade dos manuscritos apoiada por vàrias traduções
1g. A
credibilidade dos manuscritos apoiada pelos primeiros pais da igreja
CITAÇÕES PATRÍSTICAS DO NOVO
TESTAMENTO
INTRODUÇÃO
Do estudar-mos sobre o
cânon, veremos neste trabalho o seu significado, sua importância, qual o seu
valor para nós os crentes. Como foi aceito pelas igrejas, como se desenvolveu,
qual é a época em que envolve o cânon, qual é o papel dos lideres nisso tudo, e
etc... Veremos também todo o ministério que envolveu o livro de Apocalipse a
respeito de sua canonicidade. E os livros apócrifos ou os falsos livros da
Bíblia? Será mesmo a Bíblia dos crentes, que contêm os livros que falam a
verdade? Enfim.
CÂNON
INTRODUÇÃO
1. O
SIGNIFICADO DA PALAVRA CÂNON
A palavra cânon tem raiz na palavra
"cana", "junco" (do hebraico geneh, através do grego kanon
). O "junco" era usado como uma vara para medir e avaliar ..."
mais tarde teve o sentido de "lista" ou "rol".15/95
Aplicada às Escrituras, a palavra cânon
significa "uma lista de livros oficialmente aceitos". 23/31
Deve-se ter em mente que a igreja não
criou o cânon nem os livros que estão incluídos naquilo que chamamos de Escrituras. Ao contrário, a
igreja reconheceu os livros que foram inspirados desde o princípio. Foram
inspirados por Deus ao serem escritos.
E a todos quantos andarem de conformidade
com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus
(Gl 6:6). Nos porém, não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite
da esfera de ação que Deus nos desmarcou e que se estende até vós (2Co 10:3).
"Não nos gloriando fora de medida
nos trabalhos alheios, e tendo esperança, de que, crescendo a vossa fé, seremos
engrandecidos entre vós, dentro da nossa esfera de ação (2Co 10:15).
A Bíblia, como o cânon sagrado, é a nossa
norma ou regra de fé e prática. Diz-se dos livros da Bíblia que são canônicos
para diferenciá-los dos apócrifos. O emprego do termo cânon foi primeiramente
aplicados aos livros da Bíblia por origines (185-254 d.C).
1a. CÂNON
- DATAS E PERÍODOS
O Novo Testamento foi completado em menos
de 100 anos, pois seu último livro, o apocalipse, foi escrito cerca de 96 D.C.
Isto é, dá um total de 1.142 anos para a formação de ambos os Testamentos
(1046+96). (Leve em conta Que a cronologia Bíblica é sempre aproximada, pois os
povos orientais não tinham um sistema fixo de computação de datas.
Quando se fala do espaço total de tempo, que vai da escrita do
pentateuco ao apocalipse, é preciso intercalar os 400 anos do período
interbíblico ocorrido entre os Testamentos, o que dará um total de 1542 anos (1046+96+400).
Por isso se diz que a Bíblia foi escrita no espaço de 46 séculos. Este é o
período no Qual o cânon foi completado.
1b. CÂNON
- SUA INSPIRAÇÃO
A canonicidade é determinada pela
inspiração. Os livros da Bíblia não são para Deus oriundos, isto porque eles
tem valor, provieram de Deus. A processo mediante o qual Deus nos concede sua
revelação chama-se inspiração. È a inspiração de Deus num livro que determina
sua canonicidade. Deus dá autoridade divina a um livro, e os homens de Deus o
atacam. Deus revela, e o seu povo conhece o que o Senhor revelou. A
canonicidade é dada por Deus e descoberta pelos homens. A Bíblia constitui o
"cânon", pelo qual tudo mais deve ser medido e avaliado pelo fato de
Ter autoridade concedida por Deus. Sejam quais foram as medidas (os cânones )
usados pela igreja para descobrir com exatidão que livros possuem essa
autoridade canônica ou normativa, não se deve dizer que determinam a
canonicidade dos livros. Dizer que o povo de Deus, mediante quaisquer regras de
conhecimento, "determina" que livros são autorizados por regra de
conhecimentos. 56 Deus pode conceder absoluta.
Só a inspiração divina determina a
autoridade de um livro, se ele é canônico, de natureza normativa.
1c. CÂNON
- SUA DESCOBERTA
O povo de Deus tem desempenhado um papel
de grande importância no processo de canonização. A comunidade dos crentes arca
com a tarefa de chegar a uma conclusão sobre quais livros são realmente de
Deus. A fim de cumprir esse papel, a igreja deve procurar cartas
características próprias da autoridade divina. Como poderia alguém reconhecer
um livro inspirado só por vê-lo? Dai vários critérios estavam em jogo nesse
processo de reconhecimento. Ao qual são eles:
1.d OS
PRINCÍPIOS DA DESCOBERTA DA CANONICIDADE:
Sempre existiu falsos livros e falsas
mensagens. E por representarem ameaça constante, surgiu-se a necessidade de que
o povo de Deus tivesse mais cuidado com a coleção de livros sagrados guardados
consigo, pois poderiam haver alguns erros. A partir daí a igreja passou a
questionar esses livros sagrados mediante cinco critérios; ao qual são eles:
a)O
livro é autorizado - Veio de Deus;
b)É
profético - Foi escrito por um servo de Deus;
c)É
digno de confiança - Fala a verdade a cerca de Deus;
d)É
Dinâmico - Possui o poder que transforma vidas;
e)É
aceito pelo povo de Deus para o qual foi originalmente escrito.
1.
VEJAMOS AGORA CADA UM DESSES CRITÉRIOS
SEPARADAMENTE:
A autoridade de um livro - Cada
livro da Bíblia traz uma reivindicação de autoridade divina. A expressão
"Assim diz o Senhor" está presente na Bíblia com freqüência. Sempre
existe uma declaração divina. Se faltasse a um livro a Autoridade de Deus, esse
era considerado não canônico , não sendo incluído no cânon sagrado.
Os livros dos profetas eram facilmente
reconhecidos como canônicos por esse princípio de autoridade. A expressão
repetida "e o Senhor me disse" ou " "a palavra do Senhor
veio a mim" è evidência abundante de sua autoridade divina. Alguns livros
não tinham reivindicação de origem divina, pelo qual foram rejeitados e tidos
como não canônicos. Talvez tenha sido o caso do livro dos justos e do livro da
guerra do Senhor. Outros livros foram questionados e desafiados quanto a sua
autoridade divina, mas por fim foram aceitos no cânon, como o livro de Ester.
Na
verdade, o simples fato de alguns livros
canônicos serem questionados quanto a sua legitimidade é uma segurança de que
os crentes usavam seu discernimento. Se os crentes não estivessem convencidos
da autoridade divina de um livro, este era rejeitado.
2. A
AUTORIA PROFÉTICA DE UM LIVRO
Os livros proféticos só foram produzidos
pela atuação do Espírito, que moveu alguns homens conhecidos como profetas.
(2Pe. 1:10-21). A palavra de Deus só foi entregue a seu povo mediante os
profetas de Deus. Todos os autores bíblicos tinham um Dom profético, ou uma
função profética, ainda que tal pessoa não fosse profeta por ocupação. (Hb.
1:1).
Paulo exorta o povo de Deus em Gálata,
dizendo que suas cartas deveriam ser aceitas porque ele era apóstolo de Paulo.
Isto porque todos os livros que não proviam por profetas nomeados por Deus,
deveriam ser rejeitados. Os crentes não deviam aceitar livros de alguém que
falsamente afirmasse ser apóstolo de Cristo (2Ts. 2:2). Note que a Segunda
carta de Pedro foi objetada por alguns da igreja primitiva. Por isso enquanto
os pais da igreja não ficaram convencidos de que essa não havia sido forjada,
mas de fato viera da mão do apóstolo Pedro, como seu versículo o menciona, ela
não recebeu lugar permanente no cânon cristão.
3. A
CONFIABILIDADE DE UM LIVRO
Outro sinal característico da inspiração
é o ser um livro digno de confiança.
A vista desse princípio, os crentes de
beréia aceitaram os ensinos de Paulo e pesquisaram as Escrituras, para verificar
se o que o apóstolo estava ensinando , estava de fato de acordo com a revelação
de Deus no Antigo Testamento. O mero fato de um texto estar de acordo com uma
revelação anterior não indica que tal texto é inspirado. Grande parte dos
apócrifos foi rejeitada por causa do princípio da confiabilidade. Suas
anomalias históricas e heresias teológicas os rejeitaram; seriam impossível
aceitá-las como vindos de Deus; a despeito de sua aparência de autorizados. Não
podiam vir de Deus e ao mesmo tempo apresentar erros.
Alguns livros canônicos foram
questionados a base nesse mesmo princípio como a carta de judas e a de
Tiago.
4. A
NATUREZA DINÂMICA DE UM LIVRO
O quarto teste canonicidade, era a
capacidade do texto de transforma vidas: "... A palavra de Deus é viva e
eficaz..." (Hb. 4:12) O resultado é
que ela pode ser usada "para ensinar, para repreender, para corrigir, para
instruir, em justiça" (2Tm. 3:16-17).
O apóstolo Paulo revelou-nos que a
habilidade dinâmica das escrituras inspiradas estava na aceitação das
Escrituras, como um todo, como mostra em 2 Timóteo 3:16-17. Disse Paulo a
Timóteo :" as Sagradas Escrituras podem fazer-te sábio para a Salvação. A
partir daí, outros livros e mensagens foram rejeitados porque apresentavam
falsas esperanças. (1Rs. 22:6-8) ou faziam rugir alarmes falsos (2Ts.
2:2).
5. A
ACEITAÇÃO DE UM LIVRO
A Marca final de um documento escrito
autorizado é seu reconhecimento pelo povo de Deus ao qual originalmente se havia destinado.
A palavra de Deus, dada mediante seus
profetas, e contendo sua verdade, deve ser reconhecida pelo seu povo. Se
determinado livro fosse recebido, coligido e usado como força de Deus, pelas
pessoas a quem originariamente se havia destinado, ficava comprovada a sua canonicidade.
Sendo o sistema de transportes atrasado como era nos tempos antigos, às vezes a
determinação da canonicidade de um livro da parte dos pais da igreja exigia
muito tempo e esforço. É por essa razão que o reconhecimento definitivo
completo, por toda a igreja cristã, dos 66 livros do cânon das Escrituras
Sagradas exigiu tantos anos.
Os livros de Moisés foram aceitos
imediatamente pelo povo de Deus. As cartas de Paulo foram recebidas
imediatamente, recebidas pelas igrejas às quais haviam sido dirigidas (1Ts.
12:13), e até pelos demais apóstolos (2Pe. 3:16). Já alguns escritos foram
rejeitados pelo povo de Deus, por não apresentarem autoridade divina. Esse
princípio de aceitação levou alguns a questionar durante algum tempo certos
livros da Bíblia, como 2 e 3 João são de natureza particular e de circulação
restrita; É compreensível, pois que houvesse alguma relutância em aceitá-los,
até que essas pessoas em dúvida tivessem absoluta certeza de que tais livros
haviam sido recebidos pelo povo de Deus do século como cartas do apóstolo
João.
*
PRINCÍPIOS QUE FORMARAM O CÂNON: (EM S
a)Sua
circulação universal - Alguns livros jamais foram aceitos por falta de
circulação, enquanto outros foram aceitos tariamente por falta de circulação na
igreja universal, pois circulavam somente em certos setores da igreja.
b)A
autoria dos apóstolos ou dos discípulos dos apóstolos - Dentre os apóstolos
temos as epístolas de Paulo e Pedro, e o Evangelho de João. Dentre os
discípulos temos os evangelhos de Marcos, e de Lucas, o livro de Atos, a
epístola dos Hebreus e etc...
c)Livros
segundo a tradição e a doutrina dos apóstolos: Lucas, Atos, Hebreus, Apocalipse
e II Pedro.
d)Houve
rejeição de livros escritos mais tarde, após o tempo dos apóstolos. Isso
explica a rejeição final das epístolas de Clemente e etc...
e)Também
foram rejeitados os escritos ridículos ou fabulosos - Entre esses podemos
enumerar a maior parte dos livros apócrifos, o evangelho de Tomé, os evangelhos
de André, os Atos de Paulo, o Apocalipse de Pedro e etc...
f)Uso
universal por parte da igreja inteira - Alguns livros foram aceitos apenas por
determinados setores da igreja, ou somente por alguns indivíduo. Finalmente os
27 livros do Novo Testamento foram aceitos e passaram a ser universalmente
usados na igreja cristã.
Os princípios da descoberta da canonicidade
1d. TESTE
PARA A INCLUSÃO DE UM LIVRO DO CÂNON
Não sabemos exatamente quais foram
os critérios que a igreja primitiva usou para escolher os livros canônicos.
Possivelmente houve cinco princípios orientadores, empregados para determinar
se um livro do Novo Testamento era ou não canônico. Se era ou não Escritura.
Geisler e Nix registram esses cinco princípios: 32/141
1) Revela autoridade? - veio da parte de
Deus? (Esse livro veio com o autêntico
" assim diz o Senhor"?)
2) É profético? - Foi escrito por um
homem de Deus?
3) É autêntico? (Os pais da igreja tinham a
prática de "em caso de dúvida, jogue fora". Isso acentua a validade
do discernimento que tinham sobre os livros canônicos.")
4) É dinâmico? - veio acompanhado do poder
divino de transformação de vidas?
5) Foi aceito, guardado, lido e usado? -
foi recebido pelo povo de Deus?
Pedro reconheceu as cartas de Paulo como
Escrituras em pé de igualdade com as Escrituras do Antigo Testamento (2Pedro
3:16).
O Cânon do Novo Testamento
1. TESTE
PARA A INCLUSÃO DE UM LIVRO NO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO
"
Parece muito melhor concordar com Gaussen, Warfield, Charles Hodge e a maioria
dos protestantes em que o teste básico de canonicidade é a autoridade
apostólica, ou a aprovação apostólica, e não simplesmente autoria
apostólica." 32/1831
Há nas epístolas um constante
reconhecimento de que na igreja só existe uma o fator básico para determinar a
canonicidade do novo testamento foi a inspiração divina, e o principal teste da
inspiração foi a apostolicidade. 32/181
Geisler e Nix detalham a respeito:
"Na terminologia do Novo Testamento, a igreja foi edificada 'sobre o
fundamento dos apóstolos e profetas' (Efésios 2:20). Os quais Cristo prometera
que, pelo Espírito Santo. Iriam guiar 'a toda a verdade' (João 16:13). Atos
2:42 diz que a igreja em Jerusalém perseverou 'na doutrina dos apóstolos e na
comunhão'. A palavra apostolicidade, conforme empregada para designar o teste
de canonicidade, não significa obrigatoriamente 'autoria apostólica' nem 'aquilo que foi preparado sob
a direção dos apóstolos..."
única
autoridade absoluta; a autoridade do próprio Senhor. Sempre que os apóstolos
falam com autoridade, fazem-no exercendo a autoridade do Senhor. Dessa forma,
por exemplo, quando Paulo defende sua autoridade de apóstolo, baseia-se única e
diretamente na comissão recebida do Senhor (Galatas 1 e 2); quando evoca o
direito de regulamentar a vida da igreja, declara que sua palavra tem a
autoridade do Senhor, mesmo quando nenhuma palavra específica do Senhor lhe
tenha sido transmitida (1Coríntios 14:37; cf. 1Coríntios 7:10)..."
88/117,18
O único que, no Novo Testamento,
fala com uma autoridade interna e que se impõe por si mesmo é o Senhor."
67/18
Habitualmente, os Apóstolos fizeram
referências ao Antigo testamento como autoridade divina (Rm.3.2,21; I Co.4.6;
Rm.15.4; II Tm.3.15-17; II Pd.1.21). Igualmente, os Apóstolos baseavam os seus
ensinos orais ou escritos na autoridade do Antigo Testamento (I Co.2.7-13;
14.17; I Ts.2.13; Ap.1.3). E ainda, ordenavam que seus escritos fossem lidos
publicamente (I Ts.5.27; Cl.4.16; II Ts.2.15; II Pd.1.15; 3.1-1). Portanto, era
mais do que natural e lógico que a Literatura do Novo Testamento fosse
acrescentada à do Antigo Testamento, fazendo assim o Cânon do Novo Testamento.
No próprio Novo testamento se vê a íntima relação existente entre ambos os
testamentos (Antigo e Novo). Veja-se em I Tm. 5.18; II Pd.3.1,2,16). Na época
pós-apostólica, os escritos procedentes dos apóstolos foram igualmente
colecionados em um segundo volume do Cânon até se completar o que se cognomina
hoje de Novo Testamento.
A coleção completa, fez-se vagarosamente
e por várias razões. Alguns livros só eram reconhecidos como apostólicos em
algumas igrejas; somente quando estes livros chegaram ao
conhecimento
de todas as igrejas e em todo o Império Romano, foi que foram realmente aceitos
como sendo de autoridade Apostólica. O processo adotado foi lento por causa do
aparecimento de algumas literaturas apócrifas, heréticas e portanto, espúrias,
com o intuito de ensinar outras doutrinas não cristãs. Apesar desta lentidão,
os livros foram aceitos e
considerados
canônicos por serem de autoria Apostólica.
Apesar da formação do Novo Testamento em
um só volume de livros ter sido morosa, nunca deixou de existir a crença de se
tratar de um compêndio de regra de fé primitiva e Apostólica. A história da
formação do Cânon do Novo Testamento serve para mostrar como se chegou
gradualmente a conhecer e reconhecer estes mesmos livros como inspirados por
Deus.
As diferenças de opinião acerca de quais
livros seriam aceitos como canônicos, foram constatadas nos escritos das
igrejas ao longo do segundo século de nossa era
1a. OS
LIVROS CANÔNICOS DO NOVO TESTAMENTO
Há três razões que mostram a necessidade
de se definir o cânon do Novo Testamento. 23/24
1)Um
herege, Marcião (cerca de 140 A.D.), desenvolveu seu próprio cânon e começou a
divulgá-lo. A igreja precisava contrabalançar essa influência decidindo qual
era o verdadeiro cânon das Escrituras do Novo Testamento.
2)Muitas
igrejas orientais estavam empregando nos cultos livros que eram claramente espúrios.
Isso requeria uma decisão concernente ao cânon.
3)O
edito de Diocleciano (303 A.D.) determinou a destruição dos livros sagrados dos
cristãos. Quem desejava morrer por um simples livro religioso? Eles precisavam
saber quais eram os verdadeiros livros.
Atanásio de Alexandria (367 A.D.) nos
apresenta a mais antiga lista de livros do Novo Testamento que é exatamente
igual à nossa atual. A lista faz parte do texto de uma carta comemorativa
escrita às igrejas.
Logo após atanásio, dois escritores,
Jerônimo e Agostinho, definiram o cânon de 27 livros. 15/112
Policarpo (115 A.D.), Clemente e outros
referem-se aos livros do Antigo e do
Novo Testamento com a expressão "como está escrito nas Escrituras".
Justino Mártir (100-165 A.D.),
referindo-se à Eucaristia, escreve em primeira Apologia 1.67: "E no
Domingo todos aqueles que vivem nas cidades ou no campo se reúnem num só local,
e, durante o tempo que for possível, lêem-se as memórias dos apóstolos ou
escritos dos profetas. Então, quando o leitor termina a leitura, o presidente
faz uma admoestação e um convite a que todos imitem essas boas
coisas".
Irineu (180 A.D).F.F. Bruce escreveu
acerca do significado de Irineu: "A importância de Irineu está no seu
vínculo com a era apostólica e nos seus relacionamentos ecumênicos. Educado na
Ásia menor, aos pés de Policarpo, o discípulo de João, Irineu tornou-se bispo
de Lion, Gália, em 180 A.D. Seus escritos confirmam o reconhecimento canônico
dos quatro evangelhos, Atos, Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios,
Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, 1 Pedro e 1 João e Apocalipse.
Inácio (50-115 A.D.): "Não quero
dar-lhes mandamentos tal como fizeram Pedro e Paulo; eles foram
apóstolos..." (Aos Tralianos 3.3).
Os
concílios da igreja. É uma situação bastante parecida com a do Antigo
Testamento (veja capítulo 3, 6C, o concílio de Jâmnia).
F.F. Bruce afirma que "quando
finalmente um concílio da igreja - o sínodo de Hipona (393 A.D.) - elaborou uma
lista dos vinte e sete livros do Novo Testamento, não conferiu-lhes qualquer
autoridade que já não possuíssem, mas simplesmente registrou a canonicidade
previamente estabelecida.
Desde então não tem havido qualquer
restrição séria aos 27 livros aceitos do Novo Testamento, quer por católico -
romanos quer por protestantes.
1b. OS
APÓCRIFOS DO NOVO TESTAMENTO 32/200-205
A Epistola de pseudo - Barnabé (cerca de
70-79 A.D.)
Epístola aos Corítios (cerca de 96
A.D.)
Antiga Homília, também chamada Segunda Epístola de Clemente (cerca
de 20-140 A.D.)
Pastor de Hermas (cerca de 115-140
A.D.)
Didaquê, ou o Ensino dos Doze Apóstolos
(cerca de 100-120 A.D.)
Apocalipse de Pedro (cerca de 150
A.D.)
Os Atos de Paulo e Tecla (170 A.D.)
Epístola aos Laodicenses (século quarto?)
O Evangelhos Segundo os Hebreus (65-100
A.D.)
As Sete Epístolas de Inácio 9cerca de 100
A.D.)
E muitos outros.
1.C OS LIVROS APÓCRIFOS FORAM OU NÃO INSPIRADOS
?
Você poderia dizer: Já que você diz que
os apócrifos não foram inspirados, então me dê provas. Pois bem, o problema dos
livros apócrifos cresce de importância, na medida em que a Igreja Católica
Romana afirma que a Bíblia dos Evangélicos é falsa; justamente a partir do fato
da não aceitação dos tais livros apócrifos, e que, por via de conseqüência, é a
Bíblia dos católicos a que é realmente verdadeira e canônica.
Veja bem! O Cânon dos Judeus foi aceito
pela comunidade cristã e consiste nos mesmos livros que aparecem nas Bíblias
dos Evangélicos, num total de 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo
Testamento, perfazendo assim um total de 66 livros e não 73 como pretende a
igreja Católica Romana, a partir da inclusão dos apócrifos.
Os 66 livros existentes nas Bíblias
Evangélicas foram aprovados pelos judeus, pela Igreja Primitiva e inclusive,
pela própria Igreja Católica Romana em alguns dos seus Concílios, tais como:
1. O Concílio de Damause I (366 a 384 A.D.)
2. O Concílio de Inocente I (402 a 417 A.D.)
3. O Concílio de Gelasius I (492 a 496 A.D.)
4. O Concílio de Hermidas (520 a 523 A.D.)
5. O Concílio de Laodicéia (363 A.D.)
6. O Concílio de Hipo (393 A.D.)
7. O Concílio de Cartago (397 A.D.)
8. O
Concílio de Florença (1441 A.D.)
Em todos estes Concílios, os livros
aceitos como canônicos foram os mesmos 66 que constam nas Bíblias Evangélicas,
e não os 73 constantes das Bíblias Católicas. Porém, no Concílio de Trento, em
1546, depois da reforma Protestante (Lutero) foi que a Igreja Católica Romana
decidiu incluir os tais 7 livros apócrifos e alguns fragmentos aos livros de
Ester e Daniel. Ora, o Cânon, ou seja, as Escrituras medidas e achadas certas,
foi estabelecido pelos judeus que
examinaram os livros e os acharam conforme a inspiração
divina. Depois daquele exame, os mesmos sábios separaram alguns livros e os
consideraram apócrifos, espúrios, falsos, justamente por não se enquadrarem
dentro das normas pré-estabelecidas para a sua canonicidade.
Quando se lê qualquer um dos livros apócrifos, logo se
nota as fantasias ali colocadas. Consideramos um absurdo, por exemplo, o fato
do autor pedir perdão pelo que escreveu, como se nota num dos apócrifos
(Eclesiástico).
1.d
ALUSÕES IMPLÍCITAS AOS APÓCRIFOS:
para
condená-los e para repudiá-los. Por exemplo, em Ap.21.8 encontramos algo que é
frontalmente contrário a Tobias 6.4. como explicar isto? É que em Apocalipse
diz que quanto aos feiticeiros, a sua parte será no lago de enxofre; já em
Tobias lemos a enfatização à prática da feitiçaria, respaldada na atitude de
pegar o fígado de um peixe fisgado nas águas do rio Tigre, e, depois de
passá-lo na brasa, provocando uma fumaça estranha e miraculosa; com ela,
espantar os demônios. Mais adiante o mesmo Tobias 3.8 informa que o fel do
peixe foi passado nos olhos do pai de Tobias, que também se chamava Tobias e
este fora curado de uma cegueira. Isto é uma autêntica bobagem, além de ser uma
grande mentira. Em Ap.21.8 lemos que os mentirosos não entrarão no reino dos
Céus.
Em Dt.
18.9-14 vamos encontrar uma condenação à prática destas coisas, enquanto que em
Tobias encontramos os benefícios pela prática destas mesmas coisas. No livro de
Tiago 3.11 lemos "Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e
água amargosa?" Pois bem, como explicar que Deus que é a nossa fonte,
proíba a feitiçaria em Deuteronômio e a recomende em Tobias, um livro apócrifo?
Isto se constituiria numa tremenda contradição.
Outra contradição flagrante em Tobias e
em mais alguns livros apócrifos está no fato de sugerirem eles a salvação pela
prática das obras; entretanto, lendo em At.10.2 e Ef.2.8-9 vamos concluir que a
salvação acontece exclusivamente pela graça Divina, mediante a fé e não pelas
obras; e mais, que o ato salvívico vem de deus e não dos homens. Como é absurda
a doutrina pregada pela Igreja Católica Romana, principalmente a partir do
Concílio de
Trento,
através das páginas enlameadas e espúrias dos livros apócrifos.
2. CÂNON
DO NOVO TESTAMENTO (SEU DESENVOLVIMENTO)
A princípio os 27 livros do canônicos do
Novo Testamento foram reconhecidos oficialmente. A partir daí não houve
movimentos dentro do Cristianismo no sentido de acrescentar ou eliminar livros.
O cânon do Novo Testamento encontrou acordo geral no seio da igreja universal.
*
Os Estímulos para que se coligissem oficialmente os livros - Varias forças
contribuíram para que se oficiasse os 27 livros do Novo Testamento. As quais
foram:
*
O Estímulo eclesiástico a lista dos canônicos – A igreja primitiva tinha
necessidades internas e externas que exigiam o reconhecimento dos livros
canônicos. Sem uma lista dos livros reconhecidos, aprovados seria difícil para
a igreja primitiva a execução dessa tarefa. A combinação dessas forças exerceu
pressão sob os primeiros pais da igreja para produzirem uma lista oficial dos
livros canônicos.
·O
Estímulo Teológico – Exigia-se um pronunciamento oficial da igreja a respeito
do cânon. Pois visto que toda a escritura era proveitosa para a doutrina,
tornou-se cada vez mais necessário definir os limites do legado doutrinário
apostólico. Devido o Herege ter publicado uma lista muito abreviada dos livros
canônicos, tornou-se necessário uma lista completa dos livros canônicos; pelo
qual definissem com precisão os limites do cânon Sagrado.
·O
Estímulo Político – A política passou a influir na igreja primitiva. As
perseguições do Imperador Diocleciano foram muitas. Mas Constantino (um novo
imperador) se convertera ao Cristianismo, e este pediu que fosse necessário a
criação da lista dos livros canônicos.
·A
Compilação e o reconhecimento progressivo dos livros canônicos – O Novo
Testamento havia sido escrito durante a última metade do século I. Havendo tão
grande diversidade geográfica de origens e destinatários, nem todas as igrejas
haviam possuir de imediato cópias de todos os livros inspirados do Novo
Testamento. Enfim seria preciso algum tempo até que houvesse um reconhecimento
geral de todos os 27 livros do cânon do Novo Testamento. Daí a igreja primitiva
começou de imediato a coligir todos os escritos apostólicos que pudessem
autenticar.
·A
seleção dos livros fidedignos - Desde o princípio havia falsos escritos, não
apostólicos, não fidedignos em circulação. Por isso escreveu Lucas em seu
Evangelho à respeito sobre a vida de Jesus Cristo, Já que havia nesse tempo
alguns relatos inexatos em circulação da vida de Cristo.
Sabemos também que os cristãos foram
advertidos quanto as falsas cartas que lhe teriam sido enviadas em nome do
apóstolo Paulo.
João, em seu evangelho destrui uma crendice
que circulava no seio da igreja do século I, segundo o qual ele jamais morreria
(Jo. 21: 23,24).
Em sumo, podemos dizer que no seio da
igreja havia um processo seletivo em operação. Toda e qualquer palavra de
Cristo, era submetido ao ensino apostólico, de tal autoridade. Se tal palavra
ou obra não pudesse er comprovada pelas testemunhas oculares (Lc. 1:2; At,
1:21-22), era rejeitada.
·
A leitura de livros autorizados - Outro sinal de que o processo da canonicação
do Novo Testamento iniciou-se imediatamente na igreja do século I foi a prática
da leitura pública oficial dos livros apostólicos. Paulo havia ordenado aos
Tessalonicenses: "Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a
todos os santos irmãos" (1Ts. 5:27).
A leitura em público das palavras
autorizadas de Deus era um costume antigo. Moisés e Josué o praticaram ( Ex.
24:7; Js. 8:34). Enfim, em suma, as igrejas estavam envolvidas num processo
incipiente de canonização. Essa aceitação original de um livro, o qual era
autorizadamente lido nas igrejas, teria importância crucial para o
reconhecimento posterior de um livro canônico.
* A circulação e a compilação dos livros -
Enfim o processo de canonização desde o início da igreja estava em andamento.
Os livros só eram circulados pelas igrejas, caso fossem examinados e dado por
autêntico, Isso tomou-se forma nos tempos dos apóstolos, lá pelo final do
século I, já todos os 27 livros do Novo Testamento haviam sido recebidos e
reconhecidos pelas igrejas cristãs. O cânon estava completo, e aceito por todos
os crentes de todas as cidades. Mas, por motivo da multiplicidade dos falsos
escritos, e da falta de acesso imediato as condições relacionadas ao
recebimento inicial de um livro, o debate a respeito do cânon prosseguiu por
vários séculos, até que universalmente a igreja reconheceu a canonicidade dos
27 livros do Novo Testamento.
A Credibilidade da Bíblia
1.A
FIDEDIGNIDADE E CONFIABILIDADE DAS ESCRITURAS
TÓPICO 1 -
A CONFIRMAÇÃO DO TEXTO HISTÓRICO
1b.
Introdução
Estamos provando aqui não a inspiração,
mas a credibilidade histórica das Escrituras.
Deve-se testar a credibilidade histórica
das Escrituras pelos mesmos critérios usados para testar todos os documentos
históricos.
C. Sanders, em Introduction to Research
in English Literary History (introdução à pesquisa em História da Literatura
Inglesa), relaciona e explica os três princípios básicos da historiografia.
São, a saber, o teste bibliográfico, o teste das evidências internas e o das
evidências externas. 81/143ss.
2b. OTESTE
BIBLIOGRAFICO DA CREDIBILIDADE DO NOVO TESTAMENTO
O teste bibliográfico é um exame da
transmissão textual pela qual os documentos chegam até nós. Em outras palavras,
uma vez que não dispomos dos documentos originais, qual a credibilidade das
cópias que temos em relação ao número de manuscritos e ao intervalo de tempo
transcorrido entre o original e a cópia existente? 64/26
F.E Peters ressalta que "baseando-se
apenas na tradição dos manuscritos, as obras que formam o Novo Testamento dos
cristãos foram os livros antigos mais freqüentemente copiados e mais amplamente
divulgados." 69/50
1c.
EVIDÊNCIAS DOS MANUSCRITOS ACERCA DO NOVO TESTAMENTO
Atualmente sabe-se da existência de mais
de 5.300 manuscritos gregos do Novo Testamento. Acrescentam-se a esse número
mais de 10.000 manuscritos da Vulgata Latina e, pelo menos, 9.300 de outras
antigas versões, e teremos mais de 24.000 cópias de porções do Novo
Testamento.
Nenhum outro documento da história antiga
chega perto desse números e dessa confirmação. Em comparação, a Ilíada de
Homero vem em segundo lugar, com apenas 643 manuscritos que sobreviveram até
hoje. O primeiro texto completo e preservado de Homero data do século treze.
58/145
A seguir apresentamos um quadro
estatístico dos manuscritos remanescentes do Novo Testamento:
|
Gregos
|
||
|
Unciais
|
267
|
|
|
Minúsculas
|
2.764
|
|
|
Lecionários
|
2.143
|
|
|
Papiros
|
88
|
|
|
Achados
recentes
|
47
|
Manuscritos
|
|
TOTAL
|
5.309
|
Gregos
existentes
|
|
Versão
Vulgata Latina
|
Mais de
10.000
|
|
Etiópico
|
Mais de
2.000
|
|
Eslavônico
|
4.101
|
|
Armênio
|
2.587
|
|
Versão
Siríaca (peshita)
|
Mais de 350
|
|
Copta
|
100
|
|
Árabe
|
75
|
|
Versão
Velha Latina
|
50
|
|
Anglo -
Saxônico
|
7
|
|
Gótico
|
6
|
|
Sogdiano
|
3
|
|
Siríaco
Antigo
|
2
|
|
Medo -
Persa
|
2
|
|
Frâncico
|
1
|
As informações para os gráficos acima
foram extraídas das seguintes fontes:
ALAND, Kurt. Journal of Biblical
Literature (Revista de Literatura Bíblica),v. 87, 1968.
ALAND, Kurt. Kurzgefasste Liste Der
Griegrischen Handschriften Des Neuen Testaments (Breve Lista dos Manuscritos
Gregos do Novo Testamento). W. De Gruyter, 1963.
ALAND, Kurt. "Neue Neutestamentliche
Papyrii III" (Novos Papiros Terceira Parte). In. New Testament Studies
(Estudos do Novo Testamento). Jul. de 1976.
METZGER, Bruce. The Early Versins of the
New Testament As Antigas Versões do Novo Testamento). Oxford: Clarendon
1977.
PARVIS, Merrill M. e WIKGREN, Allen, ed.
New Testament Manuscript Studies (Estudos do Manuscritos do Novo Testamento).
Chicago University of Chicago, 1950.
RHODE, Eroll F. An Annotated List of Amenian
New Testament Manuscripts (Uma Lista Comentada de Manuscritos Armênios do Novo
Testamento). Tóquio: IKEBURO, 1959.
HYATT, J. Phillip. The Bible and Modern
Scholarship (A Bíblia e a Erudição Moderna). A bingdon, 1965.
John Warwick Montgomery afirma que
"ter uma atitude cética quanto ao texto disponível dos livros do Novo
Testamento é permitir que toda a antigüidade clássica se torne desconhecida,
pois nenhum documento da história antiga é tão bem confirmado
bibliograficamente como o Novo Testamento." 64/29
Sir Frederic G. Kenyon, que foi diretor e
bibliotecário - chefe do Museu britânico, reconhecido como uma das maiores
autoridades em manuscritos, diz: "...além da quantidade, os manuscritos do
Novo Testamento diferi das obras dos
autores clássicos em outro aspecto, e mais uma vez a diferença é bem clara.os
livros do Novo Testamento foram escritos na última parte do século primeiro;
com exceção de fragmentos muitos pequenos, os manuscritos mais antigos
existentes são do quarto século - cerca de 250 a 300 anos depois". Cremos
que, em todos os pontos essenciais, temos um texto bastante fiel das sete peças
remanescentes de Sófocles; no entanto, o manuscrito mais antigo e substancioso
de ´Sófocles foi copiado mais de 1.400 anos depois de sua morte."
48/4
Em The Bible and Archaeology (A Bíblia e
a Arqueoloiga), Kekyon afirma: "De modo que o intervalo entre as datas da
composição do original e os mais antigos manuscritos existentes se torna tão
pequeno a ponto de, na prática ser insignificante. Assim, já não há base
qualquer dúvida de que as Escrituras tenham chegado até nós tal como foram
escritas. Pode-se considerar que finalmente estão comprovadas tanto a
autenticidade como a integridade dos livros do Nono Testamento." 46/288
F.J.A. Hort acrescenta, com acerto, que
"na variedade e multiplicidade de provas sobre as quais repousa, o texto
do Novo Testamento destaca-se de um modo absoluto e inigualável entre os textos
em prosa da antigüidade." 43/561
J. Harold Greennlee declara: "...o
número de manuscritos néo - testamentários disponíveis é surpreendentemente
maior do que os de qualquer outra obra da literatura antiga. Em terceiro lugar
os mais antigos manuscritos existentes do Novo Testamento foram escritos numa
data muito mais próxima da composição do texto original do que no caso de
qualquer outro texto da literatura antiga". 37/15
2. O NOVO TESTAMENTO EM COMPARAÇÃO COM OUTRAS
OBRAS DA ANTIGÜIDADE
2a. A
Comparação de manuscritos
Em Merece Confiança o Novo Testamento?,
F.F. Bruce faz comparações entre o Novo Testamento e antigos textos de
história, e apresenta uma descrição marcante a respeito: "Talvez possamos
avaliar melhor quão rico é o Novo Testamento em matéria de evidência
manuscrita, se compararmos o material textual subsistente com outras obras
históricas da antigüidade. O texto das porções existentes das duas grandes
obras históricas de tácito depende totalmente de dois manuscritos, um do século
nono e outro do século onze.
Os manuscritos remanescentes das obras
menores de tácito (Dialogus de Oratoribus (Diálogo sobre os Oradores), Agricola
e Germania) Provêm todos de um códice do século décimo. Conhecemos a história
de Tucídedes (cerca de 460-400 a.C.) a partir de oito manuscritos, dos quais o
mais antigo data de 900 A.D., e de uns poucos fragmentos de papiros, escritos
aproximadamente no início da era cristã. O mesmo se dá com a História de
Heródoto (cerca de 480-425 a.C.). No entanto, nenhum conhecedor profundo dos
clássicos daria ouvidos à tese de que a autenticidade de Heródoto ou Tucídedes
é questionável porque os mais antigos manuscritos de suas obras foram escritos
mais de 1.300 anos depois dos originais." 16/23,24
Em Introduction to New Testament Textual
Criticism (Introdução à crítica Textual do Novo Testamento), Greenlee escreve
acerca do hiato de tempo entre o manuscrito original (o autógrafo) e o
manuscrito existente (a velha cópia remanescente), afirmando que "os mais
antigos e conhecidos dos manuscritos da maioria dos autores gregos clássicos
foram escritos pelo menos mil anos depois da morte do seu autor. O intervalo de
tempo para os escritores latinos é um pouco menor, reduzindo-se a um mínimo de
três séculos no caso de Virgílio. Todavia, no caso do Novo Testamento, dois dos
mais importantes manuscritos foram escritos em prazo não superior a 300 anos
após o Novo Testamento estar completo, e manuscritos virtualmente completos, de
alguns livros do Novo Testamento, bem como manuscritos incompletos, mas longos,
de muitas partes do Novo Testamento, foram copiados em datas tão remotas quanto
um século após serem originalmente escritos." 37/36
Greenlee acrescenta que "uma vez que
os estudiosos aceitam que os escritos dos antigos clássicos são em geral
fidedignos, muito embora os mais antigos manuscritos tenham sido escritos tanto
tempo depois da redação original e o número de manuscritos remanescentes seja,
em muitos casos, tão pequeno, está claro que da mesma forma, fica assegurada a
credibilidade no texto do Novo Testamento ". 37/16
Mesmo em relação aos Anais do famoso
historiador Tácito, no que diz respeito aos seis primeiros livros dessa obra,
ela só sobreviveu devido a um único manuscrito, do século nono. Em 1870 o único
manuscrito conhecido da Epístola a Diogneto, um texto cristão bem antigo que os
compiladores geralmente incluem entre os escritos dos pais Apostólicos,
perdeu-se num incêndio na biblioteca municipal de Estrasburgo. Em contraste com
esses dados estatísticos, o crítico textual do Novo Testamento fica perplexo
diante da riqueza de material disponível ". 62/34
F.F. Bruce declara "No mundo não há
qualquer corpo de literatura antiga que, à semelhança do Novo Testamento,
desfrute uma tão grande riqueza de confirmação textual". 15/178
|
AUTOR
|
Data do Original
|
Cópia mais Antiga
|
Intervalo em anos
|
N.º de Cópias
|
|
César
|
100-44
a.C.
|
900 A.D.
|
1.000
|
10
|
|
Lívio
|
59 a.C.
- 17A.D.
|
|
|
20
|
|
Platão
|
|
|
|
7
|
|
(Tetralogias)
|
427 -
347 a.C..
|
900 A.D.
|
1.200
|
|
|
Tácito
(Anais)
|
.
|
100 A.D.
|
1100
A.D.
|
1.000
|
|
Obras
|
20(-) 100 A.D.
|
1100
A.D.
|
1.000
|
1
|
|
Plínio
Jovem
|
|
|
|
|
|
(História)
|
61 - 113
A.D.
|
850 A.D.
|
750
|
7
|
|
Tucídedes
|
|
|
|
|
|
(História)
|
460 -
400 a.C.
|
900 A.D.
|
1.300
|
8
|
|
Suetônio
|
|
|
|
|
|
(De Vita
Caesarum)
|
.
|
75 - 160
A.D
|
950 A.D.
|
800
|
|
Heródoto
|
|
|
|
|
|
(História)
|
480 -
425 a.C.
|
900 A.D.
|
1.300
|
8
|
|
Horácio
|
|
|
|
900
|
|
Sófocles
|
496 -
406 a.C.
|
1000
A.D.
|
1.400
|
193
|
|
Lucrécio
|
Morto 75 - 160 A.D o
|
|
1.100
|
2
|
|
Cátulo
|
54 a.C.
|
1550
A.D.
|
1.600
|
3
|
|
Eurípides
|
480 -
406 a.C.
|
1100
|
1.300
|
200
|
|
Desmóstenes
|
383 -
322 a.C.
|
1100
A.D.
|
1.300
|
200*
|
|
Aristóteles
|
384 -
322 a.C.
|
1100
A.D.
|
1.400
|
49+
|
|
Aristófanes
|
450 -
385 a.C.
|
900 A.D.
|
1.200
|
10
|
* Todos de
uma única cópia
+ De
qualquer obra isolada
2b. A
Comparação Textual
Bruce Metzger comenta: "Dentre todas
as composições literárias escritas pelo povo grego, os poemas homéricos são os
mais adequados para uma comparação com a Bíblia ".61/144 Ele acrescenta:
"Em todo o corpo de literatura antiga, tanto grega como latina, a Ilíada é
a que mais se aproxima do Novo Testamento por possuir a maior quantidade de
testemunho de manuscritos". 61/144
Metzger continua: "Na antigüidade os
homens (1) memorizavam Homero assim como mais tarde iriam memorizar as
Escrituras.(2) Tanto Homero como as Escrituras foram tidos na mais alta estima,
sendo citados na defesa de argumentos acerca do céu, da terra e do Hades. (3)
Homero e a Bíblia serviram de cartilha para diferentes gerações de escolares
que neles aprenderam a ler. (4) Ao redor de ambos cresceu um grande volume de
notas marginais e comentários. (5) Ambos tiveram glossários. (6) Ambos caíram
nas mãos dos alegoristas. (7) Ambos foram imitados e tiveram suplementos - um
com os hinos e escritos homéricos, tais como o Batracomiomáquia, e o outro com
os livros Apócrifos. (8) Homero foi analisado e prosado; o evangelho de João
foi versificado em hêxametros épicos por Nono de Panópolis. (9) Os manuscritos
tanto de Homero como da Bíblia foram ilustrados. (10) As descrições homéricas
apareceram nos murais de Pompéia; as basílicas cristãs foram decoradas com
mosaicos e afrescos de episódios bíblicos". 61/144,145
E.G. Tuner destaca que, sem dúvida
alguma, Homero foi o autor mais lido na antigüidade. 92/97
Geisler e Nix comparam as variações
textuais existentes entre os documentos do Novo Testamento e as obras antigas:
"Em seguida ao Novo Testamento, existem mais manuscritos remanescentes da
Ilíada (643) do que de qualquer outro livro.
Eles prosseguem dizendo que "a
Ilíada tem cerca de 15.600. Há dúvidas sobre apenas 40 linhas (ou 400 palavras)
do Novo Testamento, enquanto que, no caso da Ilíada, questionam-se 764 linhas.
Esses cinco por cento de corrupção textual contrastam-se com o meio por cento
de emendas no texto do Novo Testamento."
No livro Introduction to Textual
Criticism of the Testament (Intrdução à critica do Novo Testamento), Benjamin
Warfield cita a opinião de Ezra Abbot sobre noventa e cinco por cento das
variações textuais do Novo Testamento, afirmando que elas: "... possuem
base tão insignificante... embora haja várias leituras possíveis ; e noventa e
cinco por cento das variações textuais do Novo Testamento, afirmando que elas:
"... possuem base tão insignificante... embora haja várias leituras
possíveis; e noventa e cinco por cento das variações restantes são de
importância tão ínfima que sua aceitação ou rejeição não provocaria qualquer
diferença significativa no sentido das passagens onde elas ocorrem".
100/14
Geisler e Nix fazem a seguinte observação
sobre como são contadas as variações textuais: "É ambíguo dizer que
existem umas 200.000 variantes nos manuscritos existentes do Novo Testamento,
desde que elas dizem respeito apenas 10.000 lugares no Novo Testamento. Se uma
única palavra é escrita de modo errado em 3.000 manuscritos, isso é contado
como sendo 3.000 variantes ou leituras". 32/361
Fenton John Anthony Hort, que passou a
vida lidando com manuscritos diz: "É bem grande a proporção de palavras
que, sem que haja qualquer dúvida sobre elas, são virtualmente aceitas em todos
os manuscritos.
"Se os princípios seguidos nesta
edição estão corretos, pode-se reduzir bastante esse número. Reconhecendo
plenamente o dever de nos abstermos de decisões categóricas, em casos em que os
dados deixam em suspenso o julgamento entre duas ou mais leituras, descobrimos
que, pondo de lado as diferenças de ortografia, em nossa opinião as palavras
ainda sujeitas a dúvida constituem cerca de seis por cento de todo o Novo
Testamento.
Um estudo cuidadoso das variações (ou
leituras diferentes) dos várias manuscritos mais antigos revela que nenhuma
delas afeta uma única doutrina das Escrituras. O sistema de verdades
espirituais contido no texto hebraico geralmente aceita do Antigo Testamento
não é alterado nem deturpado por qualquer uma das diferentes leituras
encontradas nos manuscritos hebraicos de datas mais antigas e que foram
descobertas nas cavernas do mar Morto ou em qualquer outro lugar.
Benjamin Warfield disse: "Se
compararmos a situação atual do texto do Novo Testamento com a de qualquer
outro escrito antigo, precisaremos declarar que o texto é maravilhosamente
correto, tão grande é o cuidado com que o Novo
Testamento tem sido copiado - um cuidado que, sem dúvida alguma, é fruto
de uma verdadeira reverência para com suas santas palavras - tão grande tem
sido a providência de Deus em preservar para a sua igreja em todas as épocas um
texto suficientemente exato, que o Novo Testamento não tem rival entre os
escritos antigos, não apenas em termos de pureza de texto pela maneira como foi
transmitido e mantido em uso, como também em termos de abundância de
testemunhos, os quais chegaram até nós para corrigir falhas relativamente
esporádicas." 100/12,13
2c.
CRONOLOGIA DE IMPORTANTES MANUSCRITOS DO NOVO TESTAMENTO
Métodos de Datação: Alguns dos fatores
que ajudam a determinar a idade dos manuscritos são: 32/242 - 246
1)Materiais
5) Ornamentação
2)Tamanho
e forma das letras
6) Cor da tinta
3)Pontuação
7) Textura e cor do pergaminho
4)Divisões
do texto
O manuscrito de John Rylands (130 A.D.)
encontra-se na biblioteca John Rylands, na cidade de Manchester, na inglaterra,
e é o mais antigo fragmento existente do Novo Testamento.
Bruce Metzger fala de uma crítica
abandonada: "Caso se tivesse conhecido esse pequeno fragmento durante
meadas do século passado, aquela escola de crítica do Novo Testamento, a qual
foi inspirada pelo brilhante professor de Tubinga, Ferdinand Chriastian Baur,
não poderia Ter defendido que o quarto Evangelho só foi escrito por volta de
160 A.D." 62/39
No antigo "Zur Datierung des Papyrus
Bodmer II (P.66)" (A Respeito da Datação do Papiro Bodmer II) (In:
Anzeiger Der Osterreichischen Akademie Der Wissenschaften (Informativo da
Academia Austríaca de Ciências) n 4, 1960, p. 12033), "Herbert Hunger,
diretor das coleções papirológicas da Biblioteca Nacional de Viena, atribui ao
papiro 66 uma data anterior, meados do século segundo, ou até mesmo a primeira
metade desse século; veja o artigo que ele escreveu." 62/39,40
O códice Vaticano (325 - 350 A.D.),
situado na Biblioteca do Vaticano, contém quase toda a Bíblia.
O códice Sinaítico (350 A.D.) encontra-se
no Museu Britânico. Esse manuscrito, que contém quase todo o Novo Testamento e
mais da metade do Antigo Testamento, foi descoberto em 1859, no mosteiro do
Monte Sinai pelo Dr. Constantin von Tischendorf, sendo presenteado ao Czar da
Rússia pelo mosteiro. Posteriormente, no dia de Natal de 1933, o povo e o
governo britânicos o adquiriram da União Soviética por 100.000 libras.
Em 1853, uma Segunda visita de
Tischendorf ao mosteiro não resultou em novos manuscritos porque os monges
estavam desconfiados devido ao entusiasmo que Tischendorf demonstrava diante do
manuscrito que vira por ocasião de sua primeira visita, em 1844. Escondendo
suas emoções, Tischendorf casualmente pediu permissão para examiná-lo mais
vagarosamente aquela noite. Com a permissão concedida e tendo-se retirado para
seu quarto, Tischendorf passou a noite toda tendo prazer de estudar o
manuscrito - pois, como escreveu em seu diário (que, sendo um erudito, mantinha
em latim), quippe dormire nefas videbatur (' na verdade, dormir parecia um
sacrilégio ')! Logo descobriu que o documento continha muito mais do que ele
até mesmo esperara; pois não apenas a maior parte do Antigo Testamento estava
ali, como também o Novo Testamento estava intacto e em excelentes condições,
havendo também duas antigas obras cristãs do segundo século, a Epístola de
Barnabé (anteriormente conhecida só através de uma tradução latina bem
deficiente) e uma grande porção de Pastor de Hermes, obra até então só
conhecida de nome".
2d. A
CREDIBILIDADE DOS MANUSCRITOS APOIADA POR VÁRIAS TRADUÇÕES
As traduções antigas constituem um outro
forte apoio em favor do testemunho e exatidão dos textos. Em sua maior parte,
"raramente a literatura antiga era traduzida para um outro idioma".
37/45
"As primeiras versões do Novo
Testamento foram preparados por missionários, para auxiliarem na propagação da
fé cristã entre os povos cujas línguas nativas eram siríaco, o latim ou o
copta." 62/67
As versões (traduções) do Novo Testamento
em siríaco e em latim foram feitas por volta de 150 A.D. Isso nos deixa bem
próximos da época da composição dos originais.
Existem mais de 15.000 cópias de várias
versões
1 .a
Versões siríacas
A velha versão siríaca contém os quatro
evangelhos, copiada por volta do século quarto. É preciso explicar que
"siríaca é o nome geralmente dado ao aramaico cristão. É escrito numa
variação distinta do alfabeto aramaico". 15/193
Teodoro de Mopsuéstia (século quinto)
escreveu: "Foi traduzida para
línguas dos sírios". 15/193
Peshita. O sentido básico dessa palavra é
"simples". Foi a versão padrão, preparada por volta de 150-250 A.D.
Hoje existe mais de 350 manuscritos conhecidos, copiados no século quinto.
32/317
Siríaca Palestinense. A maioria dos estudiosos
atribuem a essa versão a data de aproximadamente 400-450 A.D. (século quinto).
62/68-71
2b.
Versões Latinas
Velha Latina. Existem testemunhas, a
partir do século quarto até o século treze, de que, no século terceiro,
"uma velha versão latina circulou no norte da África e na Europa..."
Velha Latina Africana (códice Bobbiense)
400 A.D. Metzger diz que ".E.A. Lowe revela indícios paleográficos de Ter
sido copiada de um papiro do século segundo". 62/72-74
O Códice Corbiense (400-500 A.D.) contém
os quatro evangelhos.
Códice Vercelense (360 A.D.).
Códice Palatino (século quinto A.D.).
Vulgata Latina (vulgata é palvra que
significa "comum" ou "popular"). Jerônimo era secretário de
Damásio, bispo de Roma. Entre 366 e 384, Jerônimo atendeu a um pedido do bispo
para que preparasse uma versão. 15/201
2c. Verões
Coptas (ou Egípcias)
F.F. Bruce escreveu que é próvavel que a
primeira versão egípcia foi traduzida no século terceiro ou quarto. 15/214
Bohaírica. Rodalphe Kasser, que editou o
texto impresso dessa versão, calcula que ela deve datar do século quarto. 37/50
2d. Outras
versões Antigas
Armênia (a partir de 400. A.D.). Parecer
Ter sido traduzido de uma Bíblia em grego obtida em Constantinopla.
Gótica. Século quarto. Geórgica. Século quinto.
Etiópica. Século sexto.
Núbia. Século sexto.
1.A
CREDIBILIDADE DOS MANUSCRITOS APOIADA
PELOS
PRIMEIROS PAIS DA IGREJA
A Enciclopédia Britânica afirma:
"Após Ter examinado os manuscritos e versões, crítico textual ainda assim
não esgotou o estudo das provas em favor do texto do Novo Testamento.
Freqüentemente os escritos dos primeiros pais da igreja refletem uma forma de
texto diferente da de um ou outro manuscrito... os testemunhos que dão do
texto, especialmente quando corroboram leituras oriundas de outras fontes, são
algo que o crítico textual deve consultar antes de formar juízo a
respeito". 25/579
Em refência às citações em comentários,
sermões, etc. , Bruce Metzger reitera a declaração acima, dizendo: "De
fato, essas citações são tão vastas que, se todas as demais fontes de
conhecimento sobre o texto do Novo Testamento fossem destruídas, sozinhas essas
citações seriam suficientes para a reconstituição de praticamente todo o Novo
Testamento". 62/86
Após uma prolongada investigação,
Darlymple chegou à seguinte conclusão: "Veja aqueles livros. Você se
lembra da pergunta que me fez sobre o Novo Testamento e os pais? Aquela
pergunta despertou a minha curiosidade, e, como eu conhecia todas as obras
existentes dos pais do segundo e terceiro séculos, comecei a pesquisar e, até agora, já encontrei todo o Novo Testamento, com exceção de onze
versículos". 58/35,36
Uma advertência: Joseph Angus, em História,
Doutrina e Interpretação da Bíblia ; Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista,
1971,1953. 2 vol., apresenta algumas limitações dos escritos patrísticos
antigos:
1.Às
vezes se fazem citações sem exatidão verbal.
2.Alguns
copistas tinham tendências para erros ou para alterações intencionais.
Clemente de Roma (95 A.D.). Origines, em
De Principus (sobre o principio), livro II, capítulo 3 , chama-o de discípulo
dos apóstolos. 8/28
Irineu, prossegue, em Contra Heresias,
livro III, capítulo 3, dizendo que "ainda tinha o ensino dos apóstolos
ecoando em seus ouvidos e a doutrina deles diante de seus olhos". Ele faz
citações de:
Mateus 1Coríntios
Marcos 1Pedro
Lucas Hebreus
Atos
Tito
Inácio (70-110 A.D.)foi bispo de
Antioquia e foi martirizado, tendo conhecido bem os apóstolos. Suas sete cartas
contêm citações de:
Mateus Efésios 1 e 2 Tessalonicenses
João Filipenses 1 e 2 Timóteo
Atos Gálatas 1 Pedro
Romanos Colossenses
1Coríntios Tiago
Policarpo (70-156 A.D.), martirizado aos
86 anos de idade, foi bispo de Esmirna e discípulo do apóstolo João.
Entre outros que também citaram o Novo
Testamento encontram-se Barnabé (cerca de 70 A.D.), Hermas (cerca de 95 A.D.),
Taciano (cerca de 170 A.D.) e Irineu (cerca de170 A.D.).
Clemente de Alexandra (150-212 A.D.).
Dentre as citações que faz, 2.4000 são do Novo Testamento. Ele cita todos os
livros, com exceção de três.
Tertuliano (160-220 A.D.) foi presbítero
da igreja em Cartago, tendo citado mais de 7.000 vezes o Novo Testamento, das
quais 3.800 são citações dos Evangelhos.
Hipólito (170-235 A.D.) faz mais de 1.300
referências ao Novo Testamento.
Justino Mártir (133 A.D.) combateu o
herege Marcião.
Geisler e Nix acertadamente concluem
dizendo que, "a esta altura, um rápido apanhado estatístico mostrará a
existência de umas 32.000 citações do Novo Testamento feitas até a época do
concílio de Nicéia (325 A.D.). Essas 32.000 são apenas um número parcial, e nem
mesmo incluem os escritores do século quarto. Apenas acrescentando-se as
citações feitas por um outro escritor, Eusébio, que escreveu prolificamente num
período que vai até o concílio de Nicéia, teremos o total de citações do Novo
Testamento aumentando para mais de 36.000". 32/353,354
A todos esse ainda se pode acrescentar os
nomes de Agostinho, Amábio, Latâncio, Crisostomo, Jerônimo, Gaio Romano,
Atanásio, Ambrosósio de Milão, Cirilo, de Alexandria, Efraim o Sírio, Hilário
de Poitiers, Gregório de Nissa, etc.
Sobre as citações patrísticas do Novo
Testamento, Leo Jaganay escreve: "Dentro as volumosas obras de material
não publicado que o deão Burgon deixou ao morrer, destaca-se o índice de
citações do Novo Testamento, feitas pelos pais da igreja antiga. Consiste de
dezesseis espessos volumes que se encontram no Museu Britânico, e contém 86.489
citações". 44/48
CITAÇÕES PATRÍSTICAS DO NOVO TESTAMENTO
|
ESCRITOR
|
Evangelhos
|
Atos
|
Epístolas
Paulinas
|
Epístolas
Gerais
|
Apocalipse
|
Total
|
|
Justino
Mártir
|
268
|
10
|
43
|
6
|
3 266 alusões
|
330
|
|
Irineu
|
1.038
|
194
|
499
|
23
|
65
|
1.819
|
|
Clemente de
Alex.
|
1.017
|
44
|
1.127
|
207
|
11
|
2.406
|
|
Orígenes
|
9.231
|
349
|
7.778
|
399
|
165
|
17.992
|
|
Tertuliano
|
3.822
|
502
|
2.609
|
120
|
205
|
7.258
|
|
Hipólito
|
734
|
42
|
387
|
27
|
188
|
1.378
|
|
Eusébio
|
3.258
|
211
|
1.592
|
88
|
27
|
5.176
|
|
Totais
|
19.368
|
1.352
|
14.035
|
870
|
664
|
36.289
|
|
*14/357
|
||||||
1b. A
CREDIBILIDADE DOS MANUSCRITOS APOIADA PELOS LECIONÁRIOS
Essa é uma grandemente negligenciada, e,
no entanto, o segundo maior grupo de manuscritos gregos do Novo Testamento é o
dos lecionários.
Bruce Metzger explica a origem dos
lecionários: "Seguindo o costume das sinagogas, mediante o qual em todos
os sábados, por ocasião do culto religioso, liam-se trechos da lei e dos
profetas, a igreja Cristã adotou a prática de ler trechos do Novo Testamento
por ocasião dos cultos. Desenvolveu-se um sistema regular de lições dos
Evangelhos e das Epístolas, e surgiu o costume de prepará-las de acordo com uma
ordem fixa de domingos e outros dias santificados do ano cristão". 62/30
Em geral, os lecionários refletiam uma
atitude bem conservadora e utilizavam textos mais antigos. Isto os torna muito
valiosos na crítica textual. 62/31
CONCLUSÃO
Como foi estudado, o cânon surgiu para
que houvesse uma separação entre o certo e o errado. Pois não podemos viver-nos
indecisos? Não é verdade? Então a questão do cânon, que significa, regra de fé,
apareceu, surgiu, para que falasse não só a igreja, mais as pessoas, acerca de
que quias livros da Bíblia, das Santas Escrituras, foram realmente inspiradas,
feitos por uma autoridade divina. Mais não foi só isso não; para que tudo finalizasse
bem (em relação aos livros), a igreja
precisou de muita luta. Os pais da igreja (os lideres questionaram muito sobre
isso. Pois se podia dizer que um livro era canônico mediante alguns critérios,
como por exemplo: Foi preciso provar que tal livro possuía autoridade e era
dinâmico; como nós sabemos muito bem que a Bíblia tem o poder, autoridade de
salvar vidas.
Se ele era digno de confiança a aBíblia
fala mesmo a verdade? Podemos nós seguir-mos o que está escrito na Bíblia? Seus
ensinamentos (como o de Paulo) possuem
mesmo confiança? Enfim era preciso que fosse lido, guardado, usado e
principalmente aceito pelo povo.
Outra questão também que envolvia os
livros da Bíblia; foi aquestão do Novo Testamento. A onde foi preciso provar se
tal livro possuía inspiração e era apóstolico. Pois nós sabemos muito bem que a
maioria das cartas relacionadas a igreja foram escritos pelos apóstolos do
Senhor, que eram homens dotados pelo Espírito Santo; pelo qual eles foram
guiados a escrever somente a verdad. Então o que foi questionado foi o
seguinte: So se era considerado o livro (como as épistolas de Paulo aos
Hebreus), caso fosse provado que foi Paulo realmente que escrevera. Caso
contrário não era apóstolica, nem muito menos canônico.
Enfim até os políicos perseguirem a
igreja a respeito da canonicidade dos livros.
Vimos também o aparecimento, o
crescimento de outros livros daBíblia considerados como (apócrifos-falsos). Daí
surge a questão:”E os católicos? A onde ficam nessa história. Será que só os
cristões tem razão? Somente os livros da Bíblia deles falam a verdade? Mas é a
partir daí que surgiram as brigas; quanto mais a igreja católica afirmava que a
nossa Bíblia é que era falsa, mais surgiam-se os falsos livros. Mais tudo isso
resultou-se no seguinte: Até hoje os 66 livros constados na Bíblia dos
evangélicos é que são oficialmente oficializados como canônicos; e não os 7 a
mais da Bíblia dos católicos. Que por sinal em um dos seus livros apócrifos, o
próprio autor pede perdâo pelo que escreve.
Enfim resumidamente essas foram as
questões que envolveram a canoicidade dos livros. Sabendo-se que tanto como o
livro do Antigo como o do Novo são considerados até hoje como livros inspirados
e Sagrados por Deus. E que cabe a nós, seguidores e ouvintes da palavra,
dar-mos glória a Deus por por tudo que esses livros pôde e pode trazer a
nós.
BIBLIOGRAFIAS:
A
Bíblia Através dos Séculos - Antônio gilberto
Introdução
Bíblica - Norman Geisler
Enciclópedia
Bíblica
Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia - R. N Champlin, Ph.D
J. M. Bentes
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