quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Arqueologia Bíblica (parte 2)

Jornalista Israelense pode ter revelado local de sepultamento do massacre romano em Jerusalém

Jornalista Israelense pode ter revelado local de sepultamento do massacre romano em Jerusalém

O jornalista Israelense Benny Liss pode ter revelado local de sepultamento do massacre romano em Jerusalém
Os restos de milhares de judeus massacrados pelos romanos no Monte do Templo, no momento da destruição do Segundo Templo podem ter sido descobertos em Jerusalém, segundo o jornalista veterano de arqueologia.
Nesta quinta-feira, durante a conferência de Megalim - no Instituto de Estudos da Cidade de Davi em Jerusalém, o jornalista Benny Liss exibiu um filme gravado há alguns anos atrás que mostra claramente milhares de esqueletos e ossos humanos no que parece ser um sepulcro comunal.
Liss que é um veterano repórter de arqueologia para o Canal 1 de Israel, disse espantado o público que o filme havia sido filmado em uma caverna espaçosa na área da Porta Dourada, ou das Consolações(Shaar Harachamim), perto da muralha oriental do Monte do Templo, mas do lado de fora dela. Liss levantou a possibilidade de que os esqueletos são os restos de 6.000 judeus, a maioria mulheres e crianças, mortos no Monte do Templo, quando os romanos destruíram o Segundo Templo, conforme descrito por Flávio Josefo, que testemunhou a destruição.
O filme mostra um grupo de pessoas que acessam a caverna com ferramentas de construção. Liss vai em primeiro lugar, seguido por um técnico de iluminação e um operador de câmara. Os três passam primeiro através de uma passagem estreita e, em seguida, entraran na caverna com os restos dos esqueletos. Liss diz que tentou descobrir o tamanho da pilha de restos, colocando a mão por dentro para medir, mas não conseguiu chegar ao fundo. O filme mostra Liss dissolvendo alguns dos materiais que estavam carbonizados perto dos esqueletos. Assim que saiu da caverna Liss, os funcionários da Autoridade de Antiguidades de Israel isolaram e bloquearam a entrada da caverna.
Durante a palestra, Liss também cita fontes históricas que mostram que na área da Cidade Velha, onde o cemitério muçulmano está agora, houve uma vez um antigo bairro judaico e um cemitério, que foram transferidos para o Vale de Josafá. Ele baseia sua teoria de que os esqueletos são os restos mortais das pessoas mortas no Monte do Templo em uma vala comum.
"Os romanos ficaram no Monte do Templo por um mês após a destruição do templo, até irem para conquistar a cidade superior [Bairro Judeu de hoje]", diz Liss. "Eles tiveram que se livrar dos milhares de corpos em decomposição e o lugar mais óbvio para fazer isso teria sido as grutas naturais na encosta superior do monte, em torno de Portão Misericórdia. "
O veterano jornalista ressaltou que esta era é apenas uma teoria. "Agora, após a nossa publicação, os peritos devem ir a campo e examinar o que nós encontramos na época, avaliá-lo e publicar suas próprias conclusões", diz ele.
Uma série de arqueólogos veteranos declararam ao jornal Israel Hayom que as imagens não são suficientes para determinar a história da caverna e que amostras precisam ser retiradas do local e datadas.
As chances de o local ser reaberto são muito pequenas, pois está situado em uma área particularmente sensível, onde a autoridade islâmica de Jerusalém, o Waqf mantém uma estreita vigilância e interpreta todos os movimentos por judeus ou autoridades israelenses como afronta.
A Autoridade de Antiguidades disse em resposta que não tinha conhecimento das conclusões apresentadas no filme de Liss ", e ficaria feliz em receber os materiais. Um oficial disse ao jornal Israel Hayom que ele estava ciente de relatórios infundados de uma caverna com uma grande quantidade de restos mortais humanos na área, mas por causa da extrema sensibilidade do local e sua proximidade com o cemitério muçulmano, a caverna nunca havia sido explorada.
Uma das bases para a conclusão de Benny é o fato de que ao contrário de outro cemitério que se encontra nas proximidades, este não pode ser considerado uma vala comum de cristãos, pois não foram encontrados nele cruzes ou outros símbolos cristãos conhecidos em valas comuns de cristão.
Diretor do Cafetorah

Fundações do Muro das Lamentações foram reveladas no último ano de escavações na Cidade de Davi

Fundações do Muro das Lamentações foram reveladas no último ano de escavações na Cidade de Davi

As escavações arqueológicas realizadas durante o ano passado revelaram os alicerces da parede ocidental(o Muro da Lamentações, ou Kotel) - as primeiras rochas foram colocadas no chão. Essas pedras foram cobertos com terra para pavimentar a rua que ficava acima, e esta é a primeira vez em 2.000 anos, eram visíveis.
Estas pedras ninguém havia visto desde quando foram colocadas, nem mesmo os moradores de Jerusalém no período do Segundo Templo. Os trabalhadores da construção civil que construíram o Muro das Lamentações os cobriram com terra para criar estabilidade necessária para a rua foi que pavimentada sobre elas, e as mesmas ficaram encobertas por mais de 2.000, longe das vista dos moradores da região.
Descobertas durante as escavações arqueológicas na Cidade de Davi, abaixo da rua que leva ao Templo, seus fundamentos foram descobertos no ano passado no Muro das Lamentações - as rochas não foram afetadas mesmo com a destruição de Jerusalém, porque elas estavam cobertas de entulhos. A rochas foram cortadas com precisão e permaneceram como elas estavam por milhares de anos.

Messias da desgraça: Como o Rev. Moon passou de simples camponês para um bilionário

Messias da desgraça: Como o Rev. Moon passou de simples camponês para um bilionário


Tom Rawstorne
Já estão em andamento os preparativos para o funeral de Sun Myung Moon, o líder dos moonies que se autoproclamava “messias”.
Na sede da igreja, cercada de montanhas, em Gapyeong, a leste de Seoul, trabalhadores estão ocupados fazendo uma estrada de duas pistas de quase um quilometro.


Enquanto isso, dentro de um enorme ginásio de esportes, obras estão em andamento para a construção de um altar especial em que os visitantes poderão rezar e se lembrar do líder da Igreja da Unificação, que morreu aos 92 anos.
Assessores se gabam de que dezenas de milhares de membros da igreja viajarão para a Coreia do Sul para o funeral em 11 dias. “Convidamos o maior número de convidados do Japão, cerca de 30.000 pessoas”, disse um deles.
Quantos realmente estarão presentes é uma estória totalmente diferente, pois embora a igreja alegue ter no mundo inteiro cerca de três milhões de pessoas, a verdade é que sua popularidade chegou ao ponto máximo na década de 1980. Hoje, especialistas estimam que os números minguaram para apenas 100.000.
É claro que, qualquer que seja o número, o fato é que quaisquer lágrimas derramadas em memória de Moon serão apenas uma gota em comparação com o rio de sofrimento e desgraça que sua seita pervertida infligiu.
Ele estabeleceu sua igreja — formalmente conhecida como a Federação da Família para a Paz e Unificação Mundial — em 1954.

Falso Profeta Nostradamus profetizou sobre Falso Messias Rev. Moon como sendo o Messias

Falso Profeta Nostradamus profetizou sobre Falso Messias Rev. Moon como sendo o Messias



Conforme escritos em um site conhecido pelos seus artgos espirituais, e escrito por um jornalista processional, Nostradamus teria profetizado sobre Moon como sendo o Messias.

O site afirma que Nostradamus empregou directamente o nome "Moon" para descrever a Nova Figura Messiânica que vem para trazer uma Paz Duradoura na nossa Era.


Veja na integra a matéria descrita abaixo:
"Quando falamos de previsões, associamos imediatamente o nome de Nostradamus. Nostradamus fez muitas profecias precisas e por volta dos seus 40 anos, começou a receber visões do futuro e gravá-las. Expôs o documento por quadras, em latim, francês e grego, e denominou-o Eras (Ages), publicando-o em 1558. Nostradamus previu as guerras mundiais e dezoito das suas quadras estavam relacionadas com a Terceira Guerra Mundial. Nostradamus escreveu um total de 950 quadras e em 60 delas, Nostradamus descreve o nosso tempo como estando associado ao aparecimento da figura messiânica. Nas suas previsões, encontramos cerca de 40 sinais que nos permitem identificar este homem: um novo líder religioso, portador de uma nova verdade para o nosso tempo. Nostradamus também transmite a ideia de que as suas profecias se destinam a despertar-nos e a evitar uma destruição que poderia destruir grande parte da humanidade. De acordo com Nostradamus, a Terceira Guerra Mundial não destruirá a humanidade se forem feitas as mudanças necessárias. Muito provavelmente, estas mudanças estarão ligadas ao seguimento das instruções dessa pessoa - O Pacificador (The Peacemaker) – que, nas palavras do profeta, trata-se de um líder religioso, nascido no Extremo-Oriente, levando a Nova Verdade, que une as religiões contra o comunismo. O seu nome está ligado à palavra "Moon", que em coreano significa "a Palavra de Deus" (a palavra dada por Deus aos Homens). Outros sinais emblemáticos de acordo com Nostradamus: "Ele vai sofrer grande perseguição e vai ser mal-entendimento, será preso consecutivamente, vai voar e viajar muito, mas aonde quer que vá, ele vai Abençoar as Famílias. Até 1991, o mundo ouvirá falar deste homem, mas as pessoas não vão acreditar – previu Nostradamus – em última instância, a nossa atitude vai determinar o que se seguirá: um futuro brilhante ou a destrutiva III Guerra Mundial." 

A História de Israel no Debate Atual

A História de Israel no Debate Atual

Este artigo foi publicado, de forma mais resumida, em Cadernos de Teologia n. 9 (maio de 2001), Campinas: FTCR da PUC-Campinas, p. 42-64. Acréscimos ao texto são feitos sempre que surgem novidades.
ABSTRACT
This article surveys some perspectives in the current research of the "History of Israel", the challenges that this poses, and proposes some trajectories for those researching this subject. The scholarly consensus that existed up until the middle seventies of the twentieth century was shattered. The rationalistic paraphrase of the biblical text that constituted the core of the handbooks of the "History of Israel" is no longer acceptable to most scholars. An increasing number of scholars question the use of the biblical text as a source for the “History of Israel”. The implementation of modern literary criticism on the biblical text requires a moving away from issues of historicity, and this allows the "biblical" stories to be evaluated primarily from a literary perspective. The writing of a "History of Israel" using only the archaeological context and non-biblical writings is a controversial undertaking, however, an increasing number of scholars are attempting to do this.  It appears a revisionist “History of Syria/Palestine" will compete against the traditional "History of Israel" as scholars from both sides continue their research.
Até meados da década de 70 do século XX, havia um razoável consenso na História de Israel. Entre outras coisas, o consenso dizia que a Bíblia Hebraica era guia confiável para a reconstrução da história do antigo Israel. Dos Patriarcas a Esdras, tudo era histórico. Se algum dado arqueológico não combinava com o texto bíblico, arranjava-se uma interpretação diferente que o acomodasse ao testemunho dos textos, como no caso da destruição das (inexistentes) muralhas de Jericó pelo grupo de Josué[1].
Exemplos?
Os patriarcas eram personagens históricos, o que podia ser comprovado pelos textos mesopotâmicos de Nuzi, do século XIV a.C., em seus muitos paralelos, de estruturas sócio-econômicas a tradições legais, com Gn 12-35. E a migração dos amoritas, que ocuparam a Mesopotâmia e a Palestina no final do terceiro milênio a.C., criava as condições ideais para a entrada dos patriarcas na região da Palestina e explicava seus nomes, sua língua e sua religião.
José era personagem historicamente possível, pois havia grande quantidade de evidências egípcias que testemunhava os costumes contados em Gn 37-50. Semitas poderiam ter chegado a altos postos de governo no Egito, incluindo o de grão-vizir, especialmente durante o governo dos invasores asiáticos hicsos.
A escravidão dos hebreus no Egito e o êxodo não podiam ser questionados, pois textos egípcios testemunham que Ramsés II utilizou hapirus (= hebreus) na construção de fortalezas no delta do Nilo em regime de trabalho forçado. A Estela de Merneptah, faraó sucessor de Ramsés II, comprova a existência de israelitas na terra de Canaã na segunda metade do século XIII a.C., o que nos permitia fixar a data do êxodo aí por volta de 1250 a.C.
A conquista da Palestina pelas 12 tribos israelitas sob o comando de Josué, como narrada no livro que leva o seu nome, contava com testemunhos arqueológicos respeitáveis, como a destruição de importantes cidades cananéias na segunda metade do século XIII a.C., embora muitos autores preferissem explicar a entrada na terra de Canaã de outro modo, como pacífica e progressiva infiltração de seminômades pastores a partir da Transjordânia.
A construção e a consolidação do poderoso império davídico-salomônico eram consideradas como pontos fixos e imutáveis na historiografia israelita, constituindo marco seguro para qualquer manual de História de Israel ou de Introdução à Bíblia quanto às datas dos acontecimentos e às realizações da sociedade israelita.
Os reinos separados de Israel e Judá, após a morte de Salomão, eram bem testemunhados pelos textos assírios e babilônicos, e até pela Estela de Mesha, rei do vizinho país de Moab, sendo tudo, por sua vez, muito bem detalhado nos livros dos Reis, parte da confiável Obra Histórica Deuteronomista.
O exílio babilônico e a volta e reconstrução de Jerusalém durante a época persa, marcando o nascimento do judaísmo baseado no Templo e na Lei que passa a ser lida sistematicamente nas sinagogas, constituíam matéria real e sem maiores problemas, graças à confiabilidade dos textos bíblicos que detalhavam os acontecimentos desta época.
O melhor livro para detalhada exposição e defesa deste consenso é o de John Bright, História de Israel, São Paulo, Paulus, 1978, traduzido da segunda edição inglesa de 1972. Bright pertence à escola americana de historiografia de W. F. Albright e esta sua ‘História de Israel’ foi o manual mais utilizado por nós nos anos 70 e 80 do século passado.

John Bright e sua História de Israel
John Bright lançou uma 3a edição de sua História de Israel em 1981. Poucas mudanças foram feitas. O autor atualizou o livro quanto a algumas descobertas arqueológicas e mostrou-se mais prudente nas afirmações sobre a historicidade de certos acontecimentos e personagens bíblicos. Mas manteve, basicamente, as posições da 2a edição. Diz o autor, no Prefácio da 3a edição, que, em muitos pontos onde anteriormente havia certo consenso, hoje há um verdadeiro caos de opiniões conflitantes. E cita, como exemplo, a questão das origens de Israel e a data e a historicidade dos patriarcas. Cf. BRIGHT, J., A History of Israel, Philadelphia, Westminster Press, 1981. Uma 4a edição do livro foi lançada, após a sua morte em 1995, com uma Introdução e um Apêndice de William P. Brown, no ano 2000, pela Westminster John Knox Press. A tradução brasileira desta 4a edição foi publicada pela Paulus no final de 2003, como a 7a edição, revista e ampliada a partir da 4a edição original. Bright foi, até a sua morte, Professor de Hebraico e de Interpretação do Antigo Testamento no Union Theological Seminary, Richmond, Virginia, USA. Uma resenha da 'História de Israel' de Bright, focalizando especialmente a 4a edição, feita por Ludovico Garmus, pode ser lida na revista Estudos Bíblicos n. 69, Petrópolis, Vozes, 2001, pp. 90-93.

É preciso lembrar, porém, que a historiografia alemã, desde W. de Wette, em 1806-7, passando por Julius Wellhausen, em 1894, até Martin Noth, em 1950, não participava integralmente deste consenso, negando, por exemplo, a historicidade dos patriarcas.
Mas, a ‘História de Israel’ está mudando. O consenso foi rompido. A paráfrase racionalista do texto bíblico que constituía a base dos manuais de ‘História de Israel’ não é mais aceita. A seqüência patriarcas, José do Egito, escravidão, êxodo, conquista da terra, confederação tribal, império davídico-salomônico, divisão entre norte e sul, exílio e volta para a terra está despedaçada.
O uso dos textos bíblicos como fonte para a ‘História de Israel’ é questionado por muitos. A arqueologia ampliou suas perspectivas e falar de ‘arqueologia bíblica’ hoje é proibido: existe uma ‘arqueologia da Palestina’, ou uma ‘arqueologia da Síria/Palestina’ ou mesmo uma ‘arqueologia do Levante’.
O uso de métodos literários sofisticados para explicar os textos bíblicos, afasta-nos cada vez mais do gênero histórico, e as ‘estórias bíblicas’ são abordadas com outros olhares. A ‘tradição’ herdada dos antepassados e transmitida oralmente até à época da escrita dos textos freqüentemente não consegue provar sua existência.
A construção de uma ‘História de Israel’ feita somente a partir da arqueologia e dos testemunhos escritos extrabíblicos é uma proposta cada vez mais tentadora. Uma ‘História de Israel’, que dispense o pressuposto teológico de Israel como ‘povo escolhido’ ou ‘povo de Deus’ que sempre a sustentou. Uma ‘História de Israel e dos Povos Vizinhos’, melhor, uma ‘História da Síria/Palestina’ ou uma ‘História do Levante’ parece ser o programa para os próximos anos.
há pesquisadores de renome na área, como Rolf Rendtorff, exegeta alemão, professor emérito da Universidade de Heidelberg, que já em 1993 afirmava em artigo na revista Biblical Interpretation 1, p. 34-53, que os problemas da interpretação do Pentateuco estão intimamente ligados aos problemas mais amplos da reconstrução da história de Israel e da história de sua religião.
Este artigo quer traçar um panorama destas mudanças pelas quais vem passando a ‘História de Israel’ nos últimos trinta e tantos anos, apontar as dificuldades que a crise vem criando e propor algumas pistas de leitura para os interessados no assunto.

1. Patriarcas? Que Patriarcas?

Em 1967, o norte-americano Thomas L. Thompson começou sua tese de doutorado na Universidade de Tübingen, na Alemanha. O tema: as narrativas patriarcais. Sua idéia fundamental: se algumas das narrativas sobre os patriarcas hebreus estavam se referindo historicamente ao segundo milênio a.C., como quase todos os arqueólogos e historiadores acreditavam naquela época, então Thompson poderia distinguir nelas as mais antigas histórias bíblicas da tradição posterior mais ampliada[2].
Quando Thompson começou seu trabalho, ele estava tão convencido da historicidade das narrativas sobre Thomas L. Thompson os patriarcas no Gênesis, que aceitou, sem questionar, os paralelos feitos entre os costumes patriarcais e os contratos familiares encontrados na cidade de Nuzi, no norte da Mesopotâmia, e datados da época do Bronze Recente (ca. 1500-1200 a.C.)[3].
Dois anos mais tarde, porém, em 1969, Thompson percebeu que os costumes familiares de Nuzi e as leis sobre propriedades não eram exclusivos nem de Nuzi, nem do segundo milênio, mas, mais provavelmente, refletiam práticas típicas do primeiro milênio a.C. Isto quebrava o paralelismo feito pelos autores entre Nuzi e o mundo patriarcal e tirava a garantia de que os costumes patriarcais refletiam práticas do segundo milênio.

Nuzi e os Patriarcas
Um bom exemplo desse paralelismo pode ser lido no comentário de SPEISER, E. A., Genesis, Garden City, New York, Doubleday, 1964, na clássica coleção The Anchor Bible, no qual o autor discute cerca de 20 coincidências entre os costumes patriarcais e os costumes de Nuzi, como os casos da esposa-irmã Sara (Gn 12,10-20 e paralelos), a adoção de um estrangeiro, Eliezer, como herdeiro (Gn 15,2), a mãe de aluguel como Agar (Gn 16,1-6).  Estes e outros exemplos podem ser mais facilmente vistos em VOGELS, W., Abraão e sua Lenda. Gênesis 12,1-25,11, São Paulo, Loyola, 2000, pp. 38-45.

Além do mais, examinando a hipótese amorita, segundo a qual teria havido grande migração de nômades vindos das fronteiras do deserto siro-arábico para a Mesopotâmia e para a Síria-Palestina no final do terceiro milênio, Thompson percebeu que não havia prova alguma para tal pressuposto, pois o que se descobriu nos últimos anos é que os amoritas sãoThompson, The Mythic Past sedentários do norte da Mesopotâmia, vivendo da agricultura e da criação de gado. Isto é testemunhado pelas centenas de
Thompson passou, então, a defender que as narrativas patriarcais estavam refletindo muito mais o primeiro do que o segundo milênio, e a datação tradicional dos patriarcas e sua historicidade caíram por terra.
O resultado foi academicamente desastroso. Thompson, que terminou a pesquisa em 1971, não pôde defender sua tese na Europa nem publicar seu livro nos Estados Unidos. O livro só foi publicado em 1974 e Thompson conseguiu seu PhD na Temple University, Philadelphia, Estados Unidos, em 1976[4].
John Van Seters, de quem falaremos mais detalhadamente no próximo item a propósito do Javista, pesquisando a historicidade dos patriarcas, independente de Thomas L. Thompson, chegou a conclusões semelhantes, não atribuindo qualquer valor histórico às estórias sobre Abraão.
Em 1987 Thomas L. Thompson começou a trabalhar a questão das origens de Israel, retomando a argumentação publicada em um artigo de 1978, sob o título de “O Background dos Patriarcas”, no Journal for the Study of the Old Testament, da editora Sheffield, Reino Unido. Neste artigo, Thompson localizava as origens de um Israel histórico na região montanhosa ao norte de Jerusalém durante o século IX a.C. Isto implicava a exclusão de qualquer unidade política de Israel que abrangesse toda a Palestina, ou seja, não podia ter existido uma ‘Monarquia Unida’ sob Saul, Davi e Salomão em Jerusalém, no século X a.C. 

O artigo de T. L. Thompson foi relançado em livro: The Background of the Patriarchs: A Reply to William Dever and Malcolm Clark, em ROGERSON, J. W. The Pentateuch. A Sheffield Reader. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1996, p. 33-74.

O estudo completo resultou no livro Early History of the Israelite People from the Written and Archaeological Sources [Antiga História do Povo Israelita a partir de Fontes Escritas e Arqueológicas], Leiden, Brill, 1992 [19942]. Diz Thompson que a reação a este livro foi pior do que à tese sobre os patriarcas, levando ao afastamento do autor da Marquette University, nos Estados Unidos, onde trabalhava.
Mas, em 1993, Thompson foi convidado para trabalhar no Departamento de Estudos Bíblicos da Universidade de Copenhague, onde até hoje se encontra, e onde encontrou um grupo com idéias avançadas sobre a ‘História de Israel’, os hoje chamados ‘minimalistas’.

Um relato dos conflitos e debates que envolveram a escrita e publicação da tese de Thompson foi feito por ele no artigo On the Problem of Critical Scholarship: A Memoire, publicado em abril de 2011 pela revista online The Bible and Interpretation.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

CONCEITO DE DOUTRINA:


 CONCEITO DE DOUTRINA:


Doutrinar é ensinar as verdades fundamentais da Bíblia, organizadamente.
É o conjunto de princípios que servem de base ao cristianismo, compreendendo desde o ensinamento, pregação, opinião das lideranças religiosas, desde que embasadas em Textos de obras Bíblicas escritas, como Regra de fé, preceito de comportamento e norma de conduta social, referente a Deus, a Jesus, ao Espírito Santo e Salvação.

2) CONCEITO DE DOUTRINA NO ANTIGO TESTAMENTO:

Doutrina (hebraico ”xql Ieqach”) - (Dt. 32:2; Pv.4:2; Pv.9:9; Pv. 13:14) - ensinamento, ensino, percepção, capacidade de persuasão. Palavra proveniente de laqach, que significa tomar, pegar, buscar, segurar, apanhar, receber, adquirir, comprar, trazer, casar, tomar esposa, arrebatar, tirar, carregar embora, tomar em casamento.
A doutrina escorrerá suavemente em todos os lugares. Além disso, é uma boa lei que dá instrução ao sábio e ensina aos justos uma fonte de vida e como se desviar dos laços da morte.

Doutrina (hebraico ”hrwt towrah ou hrt torah) - (Is. 28:9; Is.29:24) - lei, orientação, instrução, orientação (humana ou divina), conjunto de ensino profético na era messiânica de orientações ou instruções sacerdotais legais, referente aos costumes e hábitos.
Palavra oriunda de yarah que significa lançar, atirar, jogar, derramar, como lançar flechas, jogar água, atirar, apontar, mostrar, dirigir, ensinar, instruir.(Ter uma direção definida).
Ela dá entendimento aos errados de espírito e é um aprendizado aos murmuradores.

3) CONCEITO DE DOUTRINA NO NOVO TESTAMENTO:

Doutrina (grego “didach didache”) - (Mc. 1:22; Lc. 4:32; At.2:42; Rm. 6:17) ensino, doutrina, instrução nas assembléias religiosas dos cristãos, fazer uso do discurso como meio de ensinar, em distinção de outros modos de falar em público.
Palavra oriunda de didasko, significando conversar com outros a fim de instruí-los, pronunciar discursos didáticos; desempenhar o ofício de professor conduzir-se a dar instrução, explicar ou expor algo a alguém.

Doutrina (grego “didaskalia didaskalia”) - (1 Tm.4:6; 1 Tm.4:16; 1 Tm.6:1; Tt.2:1;Tt.2:10) - ensino, instrução, preceitos; palavra oriunda de didaskalos - No NT, alguém que ensina a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem; como os mestres da religião judaica, que pelo seu imenso poder como mestres atraem multidões, como João Batista.
Jesus, pela sua autoridade, refere-se a si mesmo como aquele que mostrou aos homens o caminho da salvação e como os apóstolos e Paulo, que, nas assembléias religiosas dos cristãos, encarregavam-se de ensinar, assistidos pelo Santo Espírito contra os falsos mestres entre os cristãos.


Doutrina (grego “logov logos”) - (Hb. 6:1) - Ato da palavra, proferida a viva voz, que expressa uma concepção ou idéia dos ditos de Deus, envolvendo seus decretos, mandatos ou ordens dos preceitos morais dados por Deus, como as profecias do Antigo Testamento dadas pelos profetas, bem como narrativas de assuntos em discussão, com respeito à MENTE em si, razão, a faculdade mental do pensamento, meditação e raciocínio.
Em João, denota a essencial Palavra de Deus, Jesus Cristo, a sabedoria e poder pessoais em união com Deus. Denota seu ministro na criação e governo do universo, a causa de toda a vida do mundo, tanto física quanto ética, que para a obtenção da salvação do ser humano, revestiu-se da natureza humana na pessoa de Jesus, o Messias, a 2ª pessoa na Trindade, anunciado visivelmente através suas palavras e obras.
Este termo era familiar para os judeus e na sua literatura muito antes que um filósofo grego chamado Heráclito fizesse uso do termo Logos, por volta de 600 a.C., para designar a razão ou plano divino que coordena um universo em constante mudança. 
Era palavra apropriada para o objetivo de João 1:1. Quem prega outro Jesus, irá sofrer (2 Co.11:4)

4) CARACTERÍSTICAS DA DOUTRINA DE CRISTO:

O bom Ministro é o criado na fé e na Doutrina (1Tm.4:6)
A)Expulsa os espíritos malignos, pois é vinda de Deus (Jo.7:16);
B)Pode ser provada como verdadeira (Jo.7:17);
C)Deve ser perseverada (At.2:42);
D)Deve ser obedecida de coração (Rm.6: 17);
E)Tem mesmo valor que revelação,ciência e profecia (1Co.14:6) e interpretação de língua(1Co.14:26);
F)Temos que cuidar dela para nossa salvação(1Tm.4:16);
G)Indica modo de vida na fé (2Tm.3:10);
H)Convence contradizentes (Tt.1:9);
I)Deve ter incorrupção,seriedade e sinceridade (Tt.2:7), levando à perfeição em Cristo (Hb.6:1).

5) QUANTO ÀS FALSAS DOUTRINAS DA ÉPOCA DE JESUS CRISTO E O ALERTA À IGREJA CRISTÃ:

Os judeus se maravilhavam da doutrina de Jesus pois Ele ensinava com autoridade, mas eram advertidos contra a doutrina dos Fariseus e dos Saduceus: Mas quem ultrapassa a doutrina, não tem Deus (2 Jo.1:9-10).

DOUTRINA DOS FARISEUS(grego “farisaiov Pharisaios”) = Chamados Separados -  Reconheciam na tradição oral um padrão de fé e vida.
Procuravam reconhecimento e mérito pela observância externa de ritos e formas de piedade,como lavagens cerimoniais,jejuns,orações e esmolas.Mas negligenciavam a genuína piedade,orgulhavam-se em suas boas obras.
Mantinham de forma persistente a fé na existência de anjos bons e maus, e na vinda do Messias; e tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade no Hades, seriam novamente chamados à vida por ele, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais.
Em oposição à dominação de Herodes e do governo romano, eles de forma decisiva sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência entre o povo comum.
De acordo com Josefo, eram mais de 6000.
Eram inimigos de Jesus e sua causa; foram, por outro lado, duramente repreendidos por ele por causa da sua avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade.

DOUTRINA DOS SADUCEUS(grego “saddoukaiov Saddoukaios”) = Chamados Justos - Partido religioso judeu da época de Cristo, que negava que a lei oral fosse revelação de Deus aos israelitas, e que cria que somente a lei escrita era obrigatória para a nação como autoridade divina. Negavam a ressurreição do corpo, a imortalidade da alma, a existência de espíritos e anjos, mas afirmavam o livre arbítrio.
OBS:Outro Evangelho, mesmo dito por um anjo, seja maldito (Gl.1:6-9).

Doutrina(qrego “eterodidaskalew heterodidaskaleo” ) - 1Tm.1:3 - Ensino de outra ou diferente doutrina, desviando-se da verdade.
Há os que provocam divisões e escândalos em desacordo com a doutrina (Rm.16:17), inventando ventos de doutrinas errôneas (Ef.4:14),sendo impuros mentirosos (1Tm.1:10).Se alguém ensina outra doutrina diferente da Palavra, seja maldito (1Tm.6:3-4).Temos que repreender, usando a doutrina pois não a suportarão (2 Tm.4:2-3).

6) NECESSIDADE DA DOUTRINA:

 A) Verdade precisa (opinião final):Todas as pessoas tem uma teologia e os seus atos demonstram suas crenças, pois a vida humana é uma viagem e as pessoas precisam estar certas do que Deus lhes planejou.Pode-se teólogo sem ser religioso e ser religioso, sem o conhecimento teológico da doutrina.

B) Essencial para desenvolver o caráter cristão: Sem uma crença firme e bem definida,que é parte da religião,não haverá crescimento correto, pois podemos viver a vida dita cristã, sem conhecer a doutrina;mas não haverá experiências cristãs.

C) Abrigo contra mentira e erros de interpretação: Deus é eterno; homens ignorantes criaram conceitos errôneos,originando males na consciência e as Doutrinas bíblicas expulsam falsas idéias que conduzem os homens para a cegueira e perdição.

D) Necessária para ensinar a Palavra Divina: A Bíblia fala de muitas verdades espalhadas nos seus diversos livros, obedecendo o tema:JESUS. É necessário relacionar os diversos temas e organizá-los de maneira a facilitar o seu estudo.
A doutrina estuda a fé Cristã, sobre a verdade da realidade espiritual, única, envolvendo a existência de Deus, a possibilidade dos milagres, a confiabilidade das escrituras, a divindade de Cristo, a encarnação de Deus em Cristo e a verdade da Bíblia como a Palavra de Deus genuína.

7) DOUTRINA E TEOLOGIA:

TEOLOGIA - Estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa, expressa na doutrina de Cristo, que como já dissemos, ensina as verdades fundamentais da Bíblia,organizadamente.
Teologia é o estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições do cristianismo, geralmente ministrados em cursos ou faculdades, formando os teólogos. É a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das relações com o homem; ciência, pois organiza em seqüência lógica,fatos comprovados, podendo aplicar na religião.
Visa entender a revelação,fé e tradição na atual prosperidade,exorcismo e curas.

8) ÁREAS DE ESTUDO DA TEOLOGIA:

a) Teologia Fundamental - Analisa a realidade cristã da auto-manifestação de Deus, sua plenitude e o plano da Salvação por Jesus Cristo. Explica a razão do mistério, a liberdade e a necessidade que temos de conhecer esse plano, querendo ou não termos compromisso com Deus.
Fala sobre o que é teologia e sobre as condições básicas que possibilitam a fé num contexto sócio-histórico e cultural.

b)Teologia Bíblica - Estuda a introdução a geral da Bíblia, com estudo dos livros do Antigo e Novo testamento, falando sobre a história do povo de Deus e reflete temas gerais, familiarizando os alunos com termos bíblicos e as línguas bíblicas, como hebraico e grego.
Usa a “exegese”-que analisa criticamente o texto, desde a seleção do texto, sua estrutura gramatical, sua mensagem e tema central para hoje “hermenêutica”, aplicando a mensagem para hoje.

c)TeoIogia Moral - Visa refletir sobre a resposta concreta que o cristão dá a Deus nos diversos âmbitos de sua existência seja pessoal, interpessoal, comunitária, social, familiar e política., analisando as bases e os critérios de como o cristão deve agir e sobre temas globais como sexualidade, ética e ecologia, política, globalização, etc.

d)Teologia Sistemática ou Dogmática - Compreende uma série de disciplinas estudadas pela igreja, como cristologia (Jesus), eclesiologia (igreja), trindade, antropologia teológica (vendo o homem quanto à criação, pecado, graça e salvação), escatologia (últimas coisas) e Heresiologias (Seitas e Heresias).
Ademais, não se ocupa em repetir dogmas, que são declarações de fé do que as pessoas crêem., tenta entender a vida, e refletir a real e pura fé cristã.

e) História da Igreja - Visa conhecer uma visão panorâmica das grandes fases da história universal, as relações da igreja cristã com o mundo, os conflitos de mentalidades, idéias e movimentos sociais e as idéias e eventos do passado que repercutem hoje em dia.
Compreende desde a história antiga, medieval, moderna, contemporânea e atual.

f) Espiritualidade - Envolve não apenas disciplinas teológicas, mas dimensões da vida cristã como fé, louvor, reino de Deus, o seguimento a Jesus e outros temas, como cruz, esperança, caridade, piedade, liberdade cristã.

g)Outros - (Patrologia:Estudo dos pensadores cristãos até o século V; Teologia Pastoral, Teologia das Religiões, Homilética (Arte de pregar).
Religiosidade Popular (tradições culturais),Aconselhamento Pessoal e Missões.

9) DOUTRINA E RELIGIÃO:

Religião(qrego “deisidaimonia deisidaimonia”) -  (At.25:19) - Em um bom sentido, reverência a Deus ou aos deuses,dependendo do culto, num sentido piedoso, religioso; e num mau sentido, a superstição.

Religião(qrego “yrhskeia threskeia”) - (At.26:5; Tg.1:26-27) - Adoração religiosa externa; aquilo que consiste de cerimônias com disciplina religiosa.A religião deveria significar adoração a Deus, mas adorava também a falsos deuses, como cumprimento da obrigação de alguém.
O problema era haver o cumprimento de obrigações de todos os tipos, tanto para com Deus como para com as pessoas, não significando qualquer tipo de adoração correta a Deus.
Havia também, o adorador ansioso e escrupuloso, que cuidava para não mudar nada que deveria ser observado na adoração, e temeroso de ofender.
Significa devoto, e pode ser aplicado a um aderente de qualquer religião, sendo especialmente apropriado para descrever o melhor dos adoradores judaicos, adorando pelo elemento de medo.
Enfatiza fortemente as idéias de dependência e de ansiedade pelo favor divino.
Pode originar um medo sem fundamento, no sentido de supersticioso.
Existem pessoas religiosas de todos os lugares (At.2:5), mas precisam estar na graça de Deus (At.13:43) para não serem incitadas por falsos líderes contra a obra de Deus (At.13:50), numa religião de vãos falatórios, sem santidade e sem obras sociais (Tg.1:26-27).
O sagrado é uma experiência da presença de Deus, sobrenatural, na medida em que se realiza o impossível às forças e capacidades humanas.

Religião(Latim “religio=re+ligare”) - A religião tenta ser um vinculo entre o mundo profano e o mundo sagrado, operando em várias culturas, criando templos que se erguem aos céus como que querendo unir o espaço novo do sagrado (ar) com o consagrado (no solo).
A religião cria a idéia de um espaço sagrado, como que querendo unir a mitologia dos falsos deuses gregos do Olimpo com as montanhas do deserto do Sinai onde Deus se manifestou.
Enquanto que a religião pode ser apenas uma narrativa, um mito, uma fábula ilusória, a espiritualidade requer algo mais, a fé, que se expressa na confiança e plena adesão às verdades ouvidas.

OBSERVAÇÃO:
Enquanto que a religião externa uma forma de crer, a doutrina é uma crença racional, baseada na Palavra de Deus, onde fé e razão andam juntas.
A fé usa a razão é a razão não pode ser bem sucedida sem a fé, na descoberta da verdade.
A razão não pode produzir fé , mas a acompanha, pois a fé não vem de um questionamento, mas de Deus.
Contudo, a pessoa pode tentar compreender aquilo em que acredita, envolvendo a vontade de descobrir, por exemplo, a lógica de que Deus existe, se relaciona com as pessoas e que através da teologia, poderemos defender racionalmente, a verdade das coisas de Deus pela investigação escriturística da doutrina.
Defendamos nossa fé (1 Pe.3:15; 2 Co.10:4-5),combatendo as heresias (Fp.1:7; Jd.3; Jd.22; Tt.1:9; 2Tm.2:24-25).

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